sábado, 26 de abril de 2008

wow...

ok, não gosto muito de fazer 'publicidade'.
(...quer dizer, com os amigos as coisas têm de ser faladas doutra forma, pois são amigos e não "público alvo" - não pelo menos no sentido sub-meritório - , e por vezes há o medo das coisas se confundirem.)
Por vezes o receio de 'promover', pode dar origem a falta de comunicação, e eu caio muitas vezes nesse erro.
Portantos...   :')

(Obrigado Biscoito, pela última intervenção, pois ajudou-me a decidir querer limpar algum pó das prateleiras :) Espero que esteja tudo bem.   :')

ok. Agora cá vai uma estória longa e aborrecida (espero que não, mas..) :



Os Dropnoiz acabaram. Tenho uma nova banda - os Agressiv. E estou a acabar de editar um cd com músicas minhas. Mas não começou aí.


I - "Eu também quero..."

Já fizeram - ou hão-de cerrar-se num destes meses - 10 anos desde que comecei a chafurdar com mãos, pés, e ouvidos no mundo da música. Há quase 10 anos comecei a tocar bateria. Na altura foi uma cassete de 'Bodycount' que me convenceu - Born dead. Gostei das letras, a música parecia simples de executar (que ingénuo que eu era!) e estava numa fase de partilhar coisas e ideias com os poucos colegas; ainda menos amigos. E que ideias! Queríamos todos ser vocalista. Passado uns tempos, depois de algum tempo a matutar naquelas coisas, decidimos que tínhamos algo em comum. Pelo menos 3 de nós. Infelizmente eu era o elo de ligação entre os 3. Infelizmente, porque não iria ser 'pêra doce'.
Juntámo-nos os 3 pela primeira vez na garagem cá de casa - só chapas! -, e ficávamos horas a conversar (porque um dos três não estudava no mesmo liceu), a actualizar gostos musicais, arranjar conflitos, e a empurrar instrumentos; ou seja: quem é que não queria ser vocalista? lol...
Como os outros 2 já tinham experiência em instrumentos - guitarra pelo menos -, acabei por ser designado como o elo mais fraco, e tive que começar por algo mais simples. Iria ser o baixista.
Não tínhamos instrumentos, que não fossem duas guitarras acústicas, uma guitarra eléctrica simples e um amplificador de 15/30 watts. Nem microfones tínhamos. Eu ensaiava 'baixo' numa guitarra acústica, fazendo força nas cordas graves para que se ouvisse alguma coisa.
Lá o Alex acabou por ser o derradeiro eleito como vocalista, e era o mais experiente músico (hoje tem mais que 5 projectos musicais, e pelo menos 2 deles dão que falar no underground).

II - "Já viste que horas são? Tem juízo!"

Juntávamo-nos uma vez por semana, aos sábados de manhã - 9 horas. Para estar cá a essa hora o vocalista tinha que se levantar às 6:30. Eu tinha de ir arrastar o outro marmanjo ao prédio que fica a 50 metros de minha casa à própria cama. Não passou muito tempo até que começássemos a recear pela dedicação de quem não se levantava por vontade própria.
Em 99 foi anunciado um concurso de banda desenhada em Matosinhos e os meus professores e colegas incentivavam-me a participar. Penso que foi nessa altura que decidi que uma vez que faltava bateria e baterista na banda, eu trataria de remediar isso. Juntamente com o Alex pensei com seriedade nesta possibilidade, e apesar de algumas confusões, um dos prémios acabou mesmo por me calhar a mim. Como era em dinheiro, aí estava o que era preciso para começar a fazer a minha parte(a sério) na banda. Mas o prémio não foi um dos primeiros, portanto apenas deu para comprar uma bateria fraquinha, em que alguns acessórios foram regateados em favor de outros, pois o vocalista tinha algum material de percussão em casa.
Começámos então a acordar os vizinhos aos sábados de manhã. Até cheguei a ouvir coisas como "Epá, Filipe, eu até gosto disso (e aponta-me para uma cassete de Smashing Pumpkins no carro), mas é um bocado cedo... não achas que podiam fazer isso só mais tarde?" Eu já desconfiava que fossem sintomas de quem se deita tarde. Hoje seria impensável imaginar um ensaio matinal. lol

Fazia a maior parte das letras, porque o vocalista sentia-se familiarizado com o que eu escrevia (em inglês), e ainda chegámos a compor uma música, já com duas guitarras, um baixista e alguns amplificadores fraquinhos. Como o Alex tinha alguma formação em percussão, foi daí que aprendi a dar os primeiros toques na bateria. Passado 2 meses já ameaçava vir a evoluir ao ponto de o rivalizar; mas só depois de vários ensaios em que me deixavam meias horas a praticar exercícios sozinho.
Tínhamos de escolher um nome e foi aí que comecei a interiorizar a importância que isso tinha. Eu podia gostar de uma coisa, mas os outros não. E vice versa. Ponderámos vários nomes, desde Tarmak, Catsize(Capsize/catseyes), a Overflow, e Warbreed. Tocávamos rock básicamente inspirado no que era a "onda" na altura - Nu metal. Éramos novos, e os clichés soavam-nos bem, por isso por uns tempos fomos os Nu-noiz.
A primeira música que fizemos chamava-se "Scared to death" (letra minha), e nas palavras de um amigo na altura, parecíamos "três gajos a fazer barulho, e um como se estivesse na casa-de-banho a gritar". Ainda há gente que pense assim das bandas que a gente ouve, portanto hoje nem me parece um grande insulto.
Penso que nessa altura já só éramos 3, mesmo. O guitarrista vizinho com problemas em se levantar da cama havia sido posto de parte - tarefa árdua para mim, que tive que decidir - devido a 'divergências musicais' e falta de dedicação.
Entretanto começámos a nossa dura busca por um guitarrista, uma vez que o compositor principal queria apenas cantar, apesar de saber exactamente o que queria que tocassem na guitarra. Eu limitava-me a estar ao nível do que quer que ele tocasse. Mas quando tocava não cantava, e quando cantava não tocava. O baixista impacientava-se, e as nossas 'sessões terapêuticas' matinais de sábado de manhã - em vez de ensaios - recomeçavam.
Dois amigos da altura, um novo colega brasileiro, e outro já nosso conhecido do liceu, que de certa forma gostava do que estávamos a construir, assistiram a alguns ensaios (do pouco que se ensaiava), e começaram a ter interesse em ajudar, querendo aprender as coisas que o vocalista fazia na guitarra. Um deles - o Ben, do liceu - tinha uma guitarra e amplificador, e durante uns tempos foi o nosso guitarrista aprendiz.
Para somar mais uma infelicidade, por motivos pessoais o Ben teve que se ausentar da banda e acabou por ter que vender o seu material.
Por uns tempos ficámos desapontados, quer pelos imprevistos, quer por não sairmos da cepa torta.
Entretanto o Daniel - o nosso baixista - recebia uma proposta de ir tocar com uma banda de Espinho/Gaia, também amadora, mas já mais evoluída.
Acabámos por passar um mau bocado, o vocalista e eu. Ainda teimávamos em nos juntar mas já só era para falar mais que para outra coisa.

III - "Afinal é assim? ...eu não sei se gosto do que tu gostas..."

Pensámos em desistir, mas quase que era absurdo falar nisso, porque para isso teríamos de ter existido em primeiro lugar, e nem tínhamos nome, nem músicos, nem motivação. Tínhamos, já, 2 ou 3 músicas; numa boa fase - com músicos, e inclusive a ajuda de um primo meu violinista - havíamos composto uma 'a arrojar para o madura' "I'll love again" (com letra do Alex).
Mas agora não haviam outros músicos.

Passaram uns meses e ele não tinha parado de falar no nosso projecto a colegas (já) da faculdade.
Houveram alguns interessados. Ao todo, hoje, conto que passaram pela nossa banda (e constantes mutações) mais de 10 guitarristas. Muitos sabiam tocar bastante bem para a idade.
Com um Pikus, tivemos uma boa experiência. Ele, aos nossos olhos, era um virtuoso das 6 cordas e com ele compusemos algumas músicas. Penso que os primeiros passos para a "Dramatize", "Monkey" e "Dead child" surgiram nessa fase. Ainda tenho uma vaga ideia de uma música que nunca foi gravada, nem em cassete sequer, e na altura que estávamos a testá-la soou-me mesmo muito bem. Muitas vezes ainda tento repetir o ritmo de bateria que fazia nesse meu 'mito' a ver se consigo repescar o que quer que me soava bem.
Uma das coisas mais interessantes nessa fase, para além de termos incorporado um novo e invulgar elemento - uma segunda vocalista -, foi que eu e o guitarrista ambos gostávamos bastante de Marilyn Manson e Smashing Pumpkins, e em muitos ensaios brincávamos com a "Bodies" dos Smashing, ao que o Lex não olhava com bons olhos. Ele estava a simpatizar mais com material da pesada, e já se começavam a despontar alguns contrastes entre nós os dois. Mas o mais importante para mim era o grupo. (Com o Pikus ainda fizemos uma brincadeira que nos proporcionou um dos ensaios mais bem dispostos que me lembro; inventámos uma 'paródia' à retaliação americana pós 11 de Setembro intitulada "Fight the americans(Allah!)".)

Portanto, quando o Pikus abandonou a banda e conseguimos logo dois(!) elementos novos - baixista e guitarrista - o som modificou-se ligeiramente, e a nossa noção do que era uma banda também.

Convencê-los a ficar na banda foi um episódio engraçado.
Nós dois estávamos à espera deles, quando eles aparecem e nós depois da conversa de apresentações amigável, lhes mostrámos as músicas que tínhamos. (Nem me lembro como o fizemos, porque normalmente o Alex não tocava guitarra e cantava ao mesmo tempo... essa resposta ficou perdida no tempo.) Eles não ficaram impressionados com as nossas músicas.
Curiosamente, foi quando eles deram meia volta e subiram 150 metros para ir tomar café, que, nós os dois - que tínhamos ficado para trás para matar saudades de uma coisa que tínhamos começado a compor no ensaio anterior - os surpreendemos. Desceram e perguntaram "O que é isso? Essa cena soava fixe". Chamava-se "Spine crush", e como o nome sugeria, era uma das mais agressivas que tínhamos feito até então. Ficaram convencidos, e mudámos o local de ensaios para a casa de um deles - em Valadares.

IV - "Valadares, here we come"

Para já a Mariana apenas cantava numa música ("Dead child"), e soava bastante bem, mas com o tempo começou a ter uma importância maior. Era já a faceta de compositor do Alex a evoluir. Eu já havia aprendido bastante com ele - desde fazer escalas numa guitarra, quando tentava ser baixista numa acústica, até ritmos e breaks de bateria -, e ali estava eu a aprender mais umas coisas, ao mesmo tempo que ele as experimentava. Primeiro cantava ele, em voz melódica, depois ela no mesmo registo, depois ela em voz "grunha" - assim lhe chamavam o Telhas(novo guitarrista), e o Cagu(novo baixista, e filho dos donos da casa onde ficava o nosso novo local de ensaios), ambos de Valadares. E os vocalistas lá continuavam num passar de testemunho com a voz até aquilo se tornar numa dança confusa mas com algo para 'desenliar'. E isso era novo.
O Telhas era um guitarrista melhor que o Pikus, e isso sempre nos motivava; ter alguém melhor. O novo baixista era um músico tão dedicado como qualquer outro, e como todos nos esforçávamos ao mesmo nível, esta acabara por ser mesmo a primeira experiência do que era estar numa banda a sério.
O vocalista e compositor sempre quis criar material novo e renunciar 'covers' (como o "Wiked game", que tínhamos sido obrigados a ensaiar anos antes, para aprender a tocar juntos) e com esta motivação, juntaram-se às músicas que já tínhamos, e que ganharam outro fôlego, mais umas 5 ou 6 músicas novas, todas originais - a dita "Spine crush" e a "Nightmare", entre outras. Por esta altura o principal compositor já começava a misturar letras dele com algumas coisas escritas pelos outros elementos. Desde que comecei a ganhar confiança na bateria que assumia total responsabilidade pelo que criava no meu instrumento - pelo menos aí também eu era compositor - e por vezes o Alex não concordava com algumas ideias, mas encontrávamos sempre um meio termo. O pedal duplo é que sempre foi um problema, entre nós.
Tínhamos músicas, tínhamos músicos, até um nome(difícil de decidir) - Screwed up Fairytale -, logotipo, e até alguns elogios, principalmente aos "grunhos" dos 2 vocalistas e às guitarradas.
Por esta altura, o Ben já havia estabilizado um pouco a sua disponibilidade e aparecia nos ensaios para nos mostrar o seu apoio, tal como no início da nossa aventura. Foi muito importante sentir aquele elo de ligação com o início de tudo.
Até 'bandas vizinhas' tínhamos. Só nos faltava uma coisa: dar o primeiro concerto. E démos.

V - "%#&€*£!!!!..  Tenho medo!"

Foi em Maio de 2002, se não estou errado. Lembro-me que meses antes até havia incorporado um espectáculo que aconteceu na faculdade - Festa da Lusofonia - para enfrentar o meu receio de subir a um palco. Resultou, portanto não havia motivos para o concerto não correr bem. Ou havia?
lol... Aprendemos da pior maneira a "nunca ensaiar no próprio dia do concerto". Havíamos ensaiado todos os fins-de-semana (que era quando eu podia vir da faculdade), aos sábados e domingos. Por vezes arrastávamo-nos uns aos outros para um bar, e no domingo seguinte estávamos comprometidos a comparecer, mesmo que ressacados, no local de ensaio. (Muitas secas à espera que todos chegassem, enquanto o Cagu nos ia deixando o mais à vontade que dava...)

Por termos ensaiado no próprio dia do concerto, de tão tensos que estávamos, acabámos por assistir à tragédia de eu ter rebentado uma das peles da bateria - a do bombo. E precisávamos de levar a bateria para o local do concerto (o Orfeão de Valadares). Ficámos passados. O nosso primeiro concerto.. e acontecia-nos aquilo. Se já estávamos ansiosos, então aí é que ficámos acelerados.
Uma das divisões da casa do baixista parecia um cemitério de instrumentos e acessórios - tal era o número de bandas que já tinham passado por lá. (Isso fazia-nos - a mim e ao Alex - sentir inferiores em comparação, como músicos, mas sabíamos que sendo nós a 'mais recente escolha', e mais um passo em frente na 'carreira' do baixista, só podia ser bom sinal.) E lá conseguimos encontrar umas peles, e experimentar, mas todos os bombos tinham dimensões diferentes, e acabámos por colar a pele do meu bombo com fita cola e colocá-la de novo no sítio.
Fomos horas antes para o sítio marcado, e íamos tocar com mais 3 bandas. Pelos elogios que nos eram feitos nos ensaios, prometiam-nos que seríamos a penúltima banda a tocar, seguidos da banda do momento lá na terra, os Line Out. O tempo voou, e a nossa ansiedade fazia-nos ser imprevisíveis. Uns desapareciam, outros estavam inquietos atrás de toda a gente a querer saber pormenores do que iria acontecer... eu estava com um abismo no estômago. Hoje dizem-me que podia ter sido, tipo, uma úlcera nervosa a despontar. Lembro-me que por mais que comesse, os ácidos não paravam de me fazer sentir perfurado através do estômago. Muito mau. E faltavam 15 minutos para o concerto. 5 minutos. Era a nossa vez.
Subimos ao palco. Éramos a segunda banda e não a terceira banda a tocar - a seguir a uma banda fraquinha de rock, e antes de uma banda de covers com uma má/mau (não me lembro) vocalista. Eu ia tocar com a bateria dos Line Out - os 'cabeça de cartaz'; a minha estava em cacos.
Nos 'camarins' havíamos gasto todas as maluquices visuais que nos ocorriam na mente, e entrámos em palco a chocar o público, com as cortinas a abrir e nós já em palco, pintados, remendados, feios, esquisitos, com vendas e ligaduras, vermelhos, pretos, com saias, ou calções, o que fosse e sem vergonha. Fomos uma banda, e demos o melhor concerto que podíamos.
Só no último concerto dessa noite - dos ditos Line Out - voltámos a ouvir os mesmos aplausos que vieram para nós, uma hora e pouco antes.
Tornámo-nos numa banda que tinha chamado à atenção das pessoas que estiveram no concerto nessa noite. Entre elas estava o Ben, o 'Buda', que era seu amigo (e que seria o primeiro fã de Dropnoiz), a minha irmã, uma amiga dela, e um primo nosso (o que anos antes tinha tocado violino numa música nossa, e anos depois me pediria para fazer a capa do CD do seu 'grupo de fados').
O pessoal de Valadares ficou a saber o nome da nossa banda, e sentimos que podíamos trabalhar tudo isso, evoluir e tentar ser uma boa banda portuguesa dentro do género.
Isso se não fossem os vizinhos do nosso baixista.

VI - "Outra vez???..."

À terceira intervenção/interrupção de um ensaio por uma vizinha que morava num prédio a mais de 500 metros de distância, dessa última acompanhada de um documento da câmara, e de um 'guarda-costas', a mãe do Cagu proibiu-nos de voltar a ensaiar lá em casa.
Tínhamos acabado de subir, e de repente arrancavam-nos as asas.
Podíamos ter seguido por várias hipóteses, mas nenhuma parecia ajustar-se às nossas delicadas medidas: eu estava a estudar longe e não poderia passar todos os fins de semana em casa, quanto mais uma vez (adicional) a meio da semana, daí que não falavam sequer na hipótese de voltarmos para a 'minha' garagem. Havia a hipótese de alugarmos um espaço, mas dependendo dos pais, que não apoiavam a nossa alucinação; portanto era uma opção improvável. Tudo ficou muito turvo. Para piorar, enterrámo-nos num silêncio mútuo, que me fez pensar nas coisas negativas, como o ter de tocar pedal duplo na bateria e não me sentir estimulado para o desenvolver - pois envolvia o esforço de pelo menos 2/4 horas de prática semanal, sozinho, e a frustração de estar a estudar longe, não poder tocar bateria e não poder dedicar mais tempo aos ensaios, que nessa fase já nem existiam. Eventualmente acabei por falar-lhes em ceder o meu lugar de baterista a outro, para não 'cortar as pernas' aos outros elementos da banda, mas a reacção foi ainda mais indecisa. Comentou-se que efectivamente isso podia funcionar, mas que a (já mencionável) química entre os elementos não seria fácil de reproduzir, e que não havia local nem dinheiro para alugar um sítio. E voltámos a ficar em silêncio.
Esse silêncio deu origem a uma silenciosa separação.
Durante quase um ano não perdi o contacto com o Alex, e por consequência com os outros, mas não falávamos em tocar, nem em voltar a fazer música. Pelo menos concretamente, não.

VII - "E se eu..."

Durante esse ano, acabei por ficar dedicado a passar tempo na Covilhã, e levei para essa casa uma biola antiga do meu pai - 'restaurada' por um antigo colega e vizinho. Acabei por me recordar de novo das escalas que fazia, e comecei a 'inventar' acordes. Com o tempo fui inventando músicas de 2 acordes, e quando tinha oportunidade azucrinava a paciência dos meus colegas de curso com as minhas incessantes sessões de 'monólogos jazzístico-isolados'(sem cantar, note-se) agarrado a qualquer guitarra acústica que encontrasse, enquanto eles tentavam conviver fosse no jantar que fosse, em casa de fosse quem fosse. Toda a gente tocava/tinha tocado numa banda. Toda a gente havia levado uma guitarra consigo. Eu apenas pegava nelas e dava-lhes uso.
Habituaram-se a aturar-me como quem atura os vagabundos da rua de Sta. Catarina. E eu ficava-lhes grato por não me insultarem. Ouviram as minhas estórias e ambições com atenção quando a banda ainda existia, e agora eu simplesmente usava a música que tinha interiorizado dentro de mim em quase tudo. Foi uma fase de redescoberta.
Depois dos jantares de curso, em tascos, ou restaurantes, em que todos saíam a cantar, eu desafiava colegas que se lembravam de arriscar levar uma guitarra para a rua, a tocarem músicas de Nirvana, ou System of a Down, ou até Rolling Stones lá no meio da rua, e ficávamos a berrar os refrões até não ter mais vergonha na cara. Aí seguíamos atrás dos outros estudantes. Quando dei por mim, reparara que não era o único que sabia cantar, ou tocar um instrumento, e ali estavam muitos, que abandonaram a sua música, e iriam partir para um emprego, e que eu tinha seguido todo aquele percurso só para chegar ao mesmo ponto que eles. E era verdade. Percebi isso.
Mas não tinha de fazer igual.

Aproveitei que tinha a guitarra, e vontade de dizer coisas, para criar umas músicas. Continuava a escrever letras, e talvez um dia tenha mostrado alguma a uma colega minha... lembro-me de ela me ter desafiado a escrever em português, por bons argumentos. Tinham existido os Censurados, e haviam ainda, na altura, os Ornatos Violeta. Senti que não seria má ideia de todo. Comecei por criar algumas canções em português. Ainda hoje não sei como os meus colegas dos quartos ao lado do meu não me partiam a cara, tal era figurinha (o barulho) que eu fazia quando tocava guitarra e "cantava", sozinho. Devo ter feito umas 15 músicas assim, e mais letras ainda, e isso reforçava a minha necessidade de fazer alguma coisa sozinho. Cheguei até a dar um concerto num evento que era uma 'feira do emprego' lá da faculdade, em que 2 pessoas foram comigo, ficaram a ouvir-me e me deram conselhos no fim. Ainda me lembro que uma rapariga, que conhecia de um curso paralelo ao meu, simpática que lá estava numa das bancas, ouviu e elogiou-me no fim. Penso que foi uma recompensa pela minha coragem.
Com o passar do tempo, sentia cada vez mais a necessidade de me aproximar dos tempos e da sensação de quando fazia música com a banda, e quando dei por isso estava a fazer música mais agressiva também na guitarra acústica, e a escrever letras mais incisivas e pontiagudas. Tudo muito filosófico; tudo muito autodidata.
Queria uma identificação que não me comprometesse, pois hoje podia cantar em português, amanhã e inglês. Decidi que seria um número, pensei no termo industrial - o que levou o meu raciocínio até à revolução industrial - e em Manson, e decidi: 1769.

Nunca gostei muito de Mão morta (pelo A.L.C.), contudo o primeiro elogio tipo crítica musical que recebi foi que "soa(va) a mão morta". Fiquei corado, porque no fim de contas reconhecia-lhes valor, e a comparação significava muito.
Entretanto, soube que o Alex também fazia coisas, como continuar os estudos, compor para ele e andar em aulas de guitarra. Ao fim de um ano, saídas de amigos, e idas a festivais de música, durante o qual reforçámos a amizade com o Benjamim, voltámos a falar em fazer alguma coisa. Mas isso só aconteceria quando eu estava prestes a acabar o curso (2004). Entretanto, ele ia ouvindo algumas das minhas coisas, mas sempre me pareceu que ele preferia ser reservado no que dizia. No entanto, em alguns momentos motivou-me o suficiente para eu ter confiança no que estava a fazer.
Também nesse período experimentei uma coisa diferente.
Com um amigo da faculdade produzi uma curta, realizada por esse último, e decidi fazer a banda sonora. A bateria foi carregada para a Covilhã (pelo Afonso ;-) e o tal realizador levou para sua casa uma (imagine-se, até ele!) guitarra electro-acústica. Fiquei burro. E apaixonado; som lindo. Era uma Aria, e nunca mais ouviria o som de uma guitarra acústica normal sem pensar no som daquela, e das suas 6 cordas de aço.
E assim comecei a planear sons, e ideias e letras e tudo isso, juntamente com a opinião dos músicos de última hora que queriam fazer parte daquela 'coisa' que era fazer o filme.
Experimentei ser eu a compor, e o Alex a intrepertar, desta vez. Ao que ele consentiu participar na experiência, e apesar de tudo, até foi algo engraçado. Hoje faria tudo diferente, mas na altura foi a nossa colaboração a partir de ideias minhas para dar som a uma tragi-comédia.

VIII - "Bora dar um último suspiro?"

Com o tempo, e chegado o final do meu curso, ressuscitámos a 'fera', e chamámos-lhe Dead machine rising. Com o Benjamim como baixista, e nós nos cargos de guitarrista/vocalista e baterista, voltámos a ensaiar, desta vez com uma forma mais séria de ver as coisas, imaginando a inevitabilidade de, face a um emprego, a música não passar de uma actividade paralela, e conscientes (agora) da dificuldade de construir uma música de Body count.
O Benjamim já havia tido a experiência connosco no início, e não se privara de nos ensaios que tinha assistido, brincar de vez em quando com os instrumentos. A par disso, ele também tinha a sua guitarra acústica (Damn! Everyone does...), e não foi difícil ele pegar o jeito do baixo. Foi bem mais séria a decisão de o comprar. Feito isso compusemos algumas músicas. Ao todo apenas 2 delas foram realmente composições assumidas.

O recomeçar do zero, já nessa altura, era algo que começava a fazer perfeito sentido. Era o romper com tudo de errado que tinha acontecido antes. Mudar e evoluir - seguir em frente. Infelizmente, o espírito crítico e a ambição do vocalista/guitarrista tinham crescido demasiado desde 'Valadares', e nenhum segundo guitarrista sobreviveu tempo suficiente, ao que se voltava a juntar o incontornável problema do pedal duplo(na bateria), num estilo que se revelava cada vez mais violento.
Tínhamos seguido por caminhos diferentes e só passado uns meses admitimos isso, já o Alex estava a tocar guitarra numa outra banda, e o Ben decepcionado com a nossa falta de dedicação ao trio. Recompus-me e tentei manter pelo menos a nossa amizade, entre os 3, mas algo tinha corrido mal e tudo o que pude fazer foi acompanhar o percurso do compositor que cresceu comigo de longe, e tentar manter o outro meu amigo por perto, já que nenhum de nós os dois tinha outra actividade musical a que se agarrar, e agarrámo-nos a algumas cervejas em que falávamos do percurso, do desperdício, e dos sonhos.
O percurso do Alex ainda não se tinha isolado completamente do meu, e, depois de ter saído de uma banda de 'putos' em que tocava bateria para um primo da sua 'ex', falou-me da possibilidade de eu ir tocar bateria a sério para eles. Mas eram 'putos', e fazer viagens de 4 horas num domingo, para tocar uma ou duas, não compensava nada (o local de ensaios tinha sido mudado para Vila do Conde se não estou em erro). Para não falar na seriedade.
Entretanto também numa saída com colegas metaleiros do Porto, tinha cedido ao convite de uns músicos que tinham uma banda em comum e precisavam de baterista, em Ermesinde. Não durou muito (e foi até antes da experiência com os 'putos'... e mais infantil). A falta de seriedade da parte deles, fez-me nunca mais querer saber do que lhes aconteceu, até hoje.

IX - "...o que é que foi agora?...Ah, vá lá!"

Por coincidência, passados tantos anos, conheci alguém que conhecia em primeira pessoa o (grande) baterista dos Genocide, que por coincidência, tinha sido professor do meu 'professor' no conservatório. Há anos que gostaria de ter aulas com ele, pelo que ouvia de bom sobre a sua técnica na bateria. Acabei por chegar mesmo a falar com ele e disse-me que apesar de já não dar aulas, abriria uma excepção por lhe dar algum jeito na altura.
Sinto-me orgulhoso, hoje, pelos seis meses em que aprendi bateria com ele. Infelizmente nunca consegui acompanhar o ritmo da aprendizagem teórica com a prática, e isso fez com que começasse a ser inútil perder o meu tempo e fazê-lo perder o dele.
Mas por essa altura, um colega meu do secundário, ao ver-me de volta à terra, e sabendo que eu tocava bateria, perguntou-me se eu não estaria interessado em dar uns toques com a banda em que ele estava, pois o vocalista dessa mesma estava a tocar bateria e a cantar ao mesmo tempo, e precisavam de corrigir isso.
Foi no fim de uma das últimas aulas de bateria que recebi o telefonema a dizer "vamos fazer um ensaio/audição hoje". Saí do comboio em Paramos, e foi assim que nasceram os Dropnoiz.
Demo-nos logo bem à primeira. Eu já conhecia o estilo do Enri na guitarra - o amigo que tinha feito o convite em primeiro lugar -, de uns toques que dava com o Daniel (já depois da sua banda de Espinho/Gaia ter terminado) e os amigos que apareciam, em jeito de ensaio na brincadeira.
Já começava a sentir uma admiração crescente pela força original do Rock em lugar do descontrolo de muitas motivações do metal, e a química rock que era libertada nos ensaios dos Dropnoiz eram exactamente o que eu queria na altura.
Tudo correu perfeitamente bem. Desde nos darmos bem como colegas, mais tarde amigos, até ao facto de criarmos uma música nova por mês. Ao fim de quase um ano estávamos a dar concertos, e todos correram bem. Os comentários começavam a ser ouvidos. Éramos uma banda de interesse na zona e as coisas estavam no bom caminho. Mas a química começava a sofrer alguns golpes por divergência de decisões. Uns até eram capazes de tocar na rua, outros apontavam que só com material de amplificação de topo é que dávamos o 'próximo passo'. Estivemos assim durante mais uns tempos.
A par disso, o Finghers - o tal vocalista que tocava bateria para desenrascar - tinha outra banda; uma banda mais na onda metal/gótico, e eu depois de ouvir umas músicas dessa banda em cassete acabei por achar interessante ajudá-lo nessa banda, até porque eu também simpatizava com o som, na onda de Moonspell, entre outros nomes.
Chamavam-se Wolvengard, e como também precisavam de baixista, foi a desculpa ideal para eu meter o Benjamim ao barulho, outra vez. Chamei-o e a reacção foi boa, logo no primeiro ensaio. Um dos elementos era de Lisboa, e isso trazia alguma instabilidade à ideia de um avanço rápido deste projecto que já tinha mais de 3 anos. No entanto todos os 5 elementos - somando com o teclista e principal orientador da banda - continuávamos a ensaiar, uma vez por mês, e a compor novas músicas.
Quando se ouviu que uma nova banda da zona - os Dropnoiz - iam dar o seu primeiro concerto, alguns colegas começaram a falar, e, como o mundo é pequeno, quem dentro dos Wolvengard não sabia da existência dos Dropnoiz - que o Finghers tinha criado às escondidas, por receio de haver problemas por estar a usar material comum às duas bandas - acabou por saber da existência da banda da pior maneira: assistindo ao seu primeiro concerto.
Isso naturalmente fez com que o teclista e principal motivador dos Wolvengard se sentisse mal, e isso levou a que abandonasse a banda, ficando o barco à deriva, sem um capitão. Os marujos acabaram por tomar conta do barco em conjunto, alterando coisas, como a identificação, que viria a ser [VIII.II.D] - hatred - e passava a ter uma sonoridade mais dispersa e dinâmica, mas, mesmo assim, sem o mesmo propósito de antes, já que o bom ambiente tinha sido corrompido por aquela falha.

X - "Ups... desta eu não estava à espera."

Passados os concertos dos Dropnoiz e chegada a fase de hesitação, algumas outras coisas aconteceram, como o prémio dos americanos ao videoclip, e a pressão de eu querer aproveitar a onda de popularidade de um para mostrar o que 4 conseguiam fazer.
Tirando a emissão da "Black Stone" na Antena3, nada mais de bom uma coisa fez pela outra.
Foi algo diferente para mim, e no fundo, já parecíamos estranhos. Metade forçava-se a tentar gravar algo à pressa para aproveitar a onda, enquanto outra metade apenas queria continuar a levar as coisas na boa e de forma natural. Por vezes é preciso empurrar um pouco, mas aquela fase foi um exagero. Demos um último concerto no Improviso, um bar que nos acolhia com um bom ambiente, e passado uns ensaios não resistimos à tensão, começando o castelo de cartas a desmoronar, um por um.
O curioso é que o Ben assistiu a esse mesmo ensaio.
Por vezes estar numa banda pode significar guardar muito lá dentro por um bem maior, e quando tudo sai de uma vez as coisas acontecem.
A banda acabava.

Com todo o frenesim Dropnoiz/exposição mediática/Antena3/Sonny bmg/Incubus, os [VIII.III.D] tinham ficado para trás, e com isso a dedicação do Ben - que não cessava de se oferecer para ensaios à semana, nem que só com 3 elementos - ficava abandonada por terra. Talvez o Finghers partilhasse da mesma opinião que eu, que "os Drop primeiro!", mas quando os Dropnoiz acabaram, e o Ben se afastou, ficámos de rastos.
Falámos com o 'lisboeta' a avisar que era melhor fazermos uma pausa na (outra) banda, e retirámo-nos a um certo silêncio.

Quando os DMR(Dead machine rising) tinham acabado, 2 anos antes, eu tinha comprado um computador novo, e com os instrumentos na garagem usava o computador para gravar umas ideias minhas, faixa a faixa. Foram as primeiras demos que fiz para o meu projecto a solo, e quando enviei a primeira música para o Alex, por mail, a reacção não podia ser mais motivadora.
A par disso, ele ia fazendo as suas coisas a solo - Ishkur -, também. E isso foi interessante, ver um projecto a multiplicar-se em 2 (hoje mais do que dois).
Estas minhas músicas 'demo' já levavam o nome 1769, e entre elas estava "Automártir", e "Ser animal", duas músicas com voz, bateria, guitarra, e (suposto) baixo; uma espécie de punk rock barulhento, com uma voz a roçar o gutural nos melhores momentos.
E quando os Dropnoiz acabaram, foi para aí que eu me virei novamente. Como que a desafiar-me e a desafiar as dúvidas que caíam sobre a minha determinação (quase como se dependesse dos outros e sem eles parava de fazer música), e provei que tinha já algum material - nove novas músicas - composto desde Maio do ano passado e que o iria gravar como deveria ser. Obviamente todos me animaram e disseram que era uma boa coisa a acontecer, e deram força para ir em frente. Mas na verdade o que eu também queria era vê-los ir em frente também.
Felizmente, isso aconteceu.

XI - ...And so it "begins".

Entretanto havia restabelecido o contacto com o Ben, e ele acompanhou-me nas gravações de 1769. Passados uns meses o Finghers desabafou comigo que queria voltar a fazer música, e concordámos que era algo muito raro o que tínhamos tido com os Dropnoiz, e que seria difícil recuperar isso, quanto mais superar. Mas também partilhava da opinião de que fazia falta fazer música em grupo e sentir de novo essa química.
Parte dessa química vinha da forma selvagem como o Enri se enleava, perdia e decifrava a guitarra, e sem isso muito do resto não fazia sentido. Também não fazia sentido eu imaginar todos os dias que o Ben dava um baixista extraordinariamente motivador numa banda e deixá-lo num projecto secundário. O Finghers para além de um muito bom guitarrista, tinha a voz que queríamos ouvir, e eu queria aquela química a funcionar de novo. Portanto as peças estavam lá, era só juntá-las.

Infelizmente há sempre algo que fica para trás. Mas o importante não está no que não se faz, mas sim no que se leva em frente.
No início chamámo-nos Basik (um nome provisório atirado pelo Enri). A primeira música foi uma "Official honest note", em que afirmamos que não queremos saber de nada a não ser divertirmo-nos com isto enquanto der, e para já temos dado concertos que não tem deixado ninguém indiferente.

Chamamo-nos Agressiv, e...
Para já, "We are all".

------------

Many thanks (como nas palavras de um amigo)

Pronto, agora é capaz de ser mais fácil perceber a lógica dos meus 'projectos paralelos', e 'cd a solo', por exemplo. :')
Por vezes os amigos perguntam mais por simpatia, e a sensação de partilhar é uma boa sensação, mas como é algo complicado, nunca sabia bem por onde começar.
Agora estou mais descansado :')

Obrigado por lerem. :') E pela amizade.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Que foi feito de mim?

O Biscoito desapareceu por uns tempos.
Escondeu-se no fundo de uma caverna escura e fria.
Esteve sozinho durante meses.
Chorou, tremeu, quase morreu...
Assim foi, porque o quis!

Mas a Primavera chegou!
E com ela a família, os amigos, os colegas, as pessoas, o mundo.
O Biscoito chorou, berrou, gritou.
Depois abraçou, recebeu, deu.
Agora sorri, anda e sente-se vivo.
Espera vir a rir, saltar e rebolar.

O Biscoito cresceu!

sexta-feira, 21 de março de 2008

domingo, 2 de março de 2008

Eu sei, o natal já passou mas é bom lembrar...

os meninos...










as meninas....















eu sei, eu sei, faltam os stôres! Mas amanhã haverá mais!

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

Salvem o TotoLoto!!!


Confesso aqui perante todos que desisti oficialmente de jogar no Euromilhões.
Na semana passada tomei a iniciativa de jogar no Totoloto e as reacções tÊm sido surpeendentes!!!!
Tanto na semana passada como esta semana as pessoas dos quiosques olharam com um elevado teor de espanto quando me perguntavam pela segunda vez "Euromilhoes?" e eu "Nao, nao; Totoloto!". Para essas pessoas o Totoloto morreu e para mim também estavam em fase comatosa, mas eu ressuscitei-o em mim. Então nao é que eu ja nao me lembrava que por apenas 0,80€ se faziam 2 apostas! Claro que o prémio é incomparável ao Euromilhoes, mas sejamos honestos, esses prémios só saem mesmo aos outros... Agora o meu novo amor é o Totoloto e peço a todos que "Salvem o Totoloto" do esquecimento.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2008

Flight of the conchords

Pensei escrever qqr coisa sobre esta nova série, mas acho que simplesmente nunca estaria à altura, portanto optei por deixar aqui um cheirinho do início:

Começa assim:

- man, back in new zealand i was getting it on with a lot of chicks. (...) here, though, i don't seem to get with any women, i just talk about getting with women - yeah, but the ones you talk about are hot, they are hotter than the ones you got on in new zealand.
- that's true. i do talk about getting on with some pretty hot women.
- you don't just talk about it, man, you talk about it a lot.
- yeah, i suppose i do talk a lot about getting with some very hot women


Entretanto:

Looking round room,
I can tell that you
Are the most beautiful girl in the...room.
In the whole wide room
Oooh.

And when you're on the street
Depending on the street
I bet you are definitely in the top three
Good looking girls on the street
Depending on the street
(...)

I dim the lights down very low, here we go
You're so beautiful
You could be a waitress
You're so beautiful
You could be an air hostess in the 60s
You're so beautiful
You could be a part...time...model

And then I seal the deal
I do my moves
I do my dance moves
It's twelve oh two
Just me and you
And seven other dudes
Around you on the dance floor
I draw you near
Let's get outta here
(...)

Cause you're so beautiful
Like a, tree
Or a high-class prostitute
You're so beautiful
Mmm, you could be a part-time model

But you'd probably have to keep your normal job
A part-time model!
Spending part of your time, modelling,
and part of your time, next to meeeeeeeeee!
My place is usually tidier than this...

Mas a coisa não corre bem:

- i don't think we should see each other again. i think it's best if we just pretend this never happened.
- maybe we could have a break...
- break? there is no relationship.
- yet. we could start with a break.

domingo, 6 de janeiro de 2008

Parabens ao Container_Geral


Foi no dia 5 de Janeiro de 2007 que vimos surgir o nosso Container_Geral.
Passado um ano, continua vivo e de boa saúde.
Parabéns a todos os que colaboram.
Parabéns por tudo o que se passou de bom neste ano.
Parabéns.

beijinhos
sof**

segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Boas Festas


Quero desejar um Feliz Natal, cheio de tudo aquilo que nos faz felizes :)
Muitos beijinhos rebanadeiros para todos nós :)
E dia 27 lá estaremos para contar tudo...
Biscoitos com canela e açúcar e um belo choco mokaccino de café e chocolate e pós de canela... Viva a redundância e o pleonasmo e tb a repetição de ideias... Eheheh!

domingo, 23 de dezembro de 2007

A todos um bom nata-a-a-a-aaal...


a todos os utentes do Container_Geral um feliz natal e tudo e tudo e tudo.
são os meus votos e dos meus novos amigos.

beijinhos
sof*&the_air_gang

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

LINDOOOOO

VIbro com esta cena como se ainda tivesse 12 anos. é daquelas coisas que ficam para sempre.

terça-feira, 11 de dezembro de 2007

Curtam so a novidade!!!

eh pá

num outro blog que eu navego ocasionalmente, descobri que podemos ser classificados em relação aos conteúdos publicados. fiz o teste com o nosso container_geral e vai daí e temos um elevadíssimo teor de conversação!!
e esta heim!


ver: barra lateral direita a seguir às faqs

quarta-feira, 5 de dezembro de 2007

Vida de gato

OLÁÁÁÁAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!

Ainda estou vivo.
Miauuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!

Tenho pêlos brancos.
Tantos!

sábado, 1 de dezembro de 2007

Sou só eu que acho que...

... esta música assenta que nem uma luva ao xôr Manson?


Logo na 1.ª vez que vi este vídeo, achei que havia uma 'vibe' muito Golden Age of Grotesque. E como acho que ninguém mastiga as músicas dos outros e as vomita como 100% suas como o MM...

Ou, então, não... e não passo de uma herege...

quarta-feira, 21 de novembro de 2007

"The beautiful people" - full report

Puro e duro, este é o full report sobre o concerto mais envolto em polémica folclórico-gótica-mediática deste mês no cantinho à beira mar esquecido (e por um lado, ainda bem).


A noite começa com a banda de abertura que deixou algumas cabeças a funcionar - "Turbonegro... são portugueses não são?". Não, os Turbo' são da terra do bacalhau - Noruega - e inclusive pelo meio da actuação muito particular (antes de um concerto "mainstream" - seja lá isso o que for, right?) que fizeram, o vocalista perguntou "Do you want Bacalhau??!" LOL...



Tocaram algumas músicas que eu não conhecia, pois deveriam ser da primeira fase da banda - que já tem mais de 15 anos e parece ser a orgulhosa portentora da reputação de banda com maior legião de fãs a nível mundial... discutível provavelmente, mas eu sou um desses dígitos, é o que é certo -, mas pelo meio saíram uma mão cheia de canções da sua fase mais recente, mesmo assim caustica.
Uma boa parte da plateia deve ter ficado de boca aberta: "5 homens vestidos e pintados como fetishe carnavalesco homosexual à la 80s???". Yep, Tanto foi assim, como sem rodeios começaram com o verso 'guitarrado' "All my friends are dead!(...)", e logo quem foi apanhado de surpresa ficou em terrível desvantagem, sabendo quem os conhecia que seria o início de uma actuação puramente punk e cheia de versos provocadores. "Do you dig destruction" foi ainda legendada ao público num dos momentos de comunicação com o público como um tema acerca do modo de vida luxuriosamente decadente adoptada por muitas jovens adolescentes americanas - o que é um ponto muito interessante, visto que a jovem-mais-recente-aquisição-amorosa do Sr. protagonista e cabeça de cartaz foi protagonista do filme "thirteen" exactamente sobre esse mesmo tema de degradação adolescente.
Neste con'turbado e negro concerto, o vocalista mal se ouvia, e mal se preocupava com isso, a passear o seu manto de "peles" e o seu enfeite de couro cruzado no peito à He-man, pois os poucos fãs que lá estavam para os ver cantavam por ele, e os coros tão típicos do punk, estavam também presentes. Celebração animada sobre o caos e destruição, das prestações mais honestas no que diz respeito ao punk, existente nos nossos dias, capaz de orgulhar os pioneiros.



passaram-se uns 40 minutos. Um pano enorme, do tecto ao chão caído, preto e com os M's ensanguentados da nova linha gráfica Marilyn estavam entre nós e o que quer que se passasse no palco.
Passado esse tempo, uma silhueta provocou um trovejar de gritos, e a calma com que aquela silhueta acolhia os gritos, imperturbável, era familiar e inconfundível. Cai o pano, e começam as pulsações manchadas de negro. "If I was your vampire", com um Marylin a segurar impaciente uma faca com microfone no cabo, Ginger Fish regressado à banda por trás da bateria, o novo braço direito do Brian, desde o Golden Age of Grotesque, Tim Skold, na guitarra apesar de ter começado originalmente como baixista, o fiel MW Gacy nas teclas, e no baixo, um elemento novo também vestido a rigor.


Todos dentro do espírito original da banda, de "debaucherie" degradante e demente, onde Manson era quem mais se destacava como elemento mais sóbrio lá no meio. Um sorriso de satisfação rasgava a cara do A.Superstar, tal deveria ser a satisfação de ter elementos atrás de si dispostos, até mais do que ele quereria há uns bons meses, em manter a chama agressiva da banda bem viva. De um dia natalício nostálgico e assombrado, o bater do ritmo inquietante e dos movimentos 'espásmicos' do vocalista, a orientação do braço deste da direita para a esquerda dá lugar a um enorme relógio que substitui a meia lua gigante que forma o cenário. Não decepciona, uma das melhores músicas do novo álbum, e a conclusão explosiva é isso mesmo, acabando como um embate perfeito e limpo. Até dava a sensação que faltava alguma coisa... E faltava, mas não por muito tempo.
Uma entrada explosiva para "Disposable teens" colocou o resto dos fãs perplexos numa fúria entusiasmante, e as vozes já começavam a verdadeiramente aquecer para os hinos, satisfeitos que começavam a ficar os fiéis da frente que acolhiam com agrado uma das malhas mais cruas de um artista que sempre soube como golpear feridas. Sem grandes rodeios; apenas, começou, explodiu, e toda a gente aplaudiu.
Logo de seguida vinha uma das primeiras intervenções com o público "Sing: "Be mobscene, Be-he mobsc.." e já todos sabiam o que fazer. Single pesado com contornos de festa - não fosse um dos versos "put on your best suit" -, que apesar de roubar o refrão à "Be agressive" dos Faith no More, conseguiu pôr toda a massa em coro e com vontade de ser recompensada com tudo aquilo a que tinham direito, tal foi o entusiasmo com que o público recebeu esse malgorado-hino/presságio vindo do G.A.o.Grotesque.
E não podia ter havido melhor recompensa para um bom fã de Marilyn, do que duas grandes músicas do seu mais consensual disco, seguidas.
"Tourniquet" explodiu no meio da plateia, e conseguiu paralizá-la para a fazer olhar o protagonista quando já eram os seus pulmões que entravam em combustão, tal era a fidelidade do cantor para com os gritos de um grande hino. Sinceramente, um dos melhores momentos de qualquer concerto de Marilyn Manson a que assisti - e não foi preciso artifícios. Surpreendeu quem dele duvidava, e provou que está em grande forma. Os músicos oscilavam entre um cambalear rítmico e uma atitude vigorosa, que não deixava entrar uma única falha que fosse no intrumental. Era fantástica a satisfação na cara do Ginger Fish(bateria), por estar de volta àquela casa. E notava-se a devoção que o novo braço-direito do Brian dedicava aos clássicos.
Tudo isto voltou a ser sublinhado com mais um momento em que apenas duas coisas eram precisas: a música, e a presença descomprometida de quem a toca: "Irresponsable Hate Anthem". Brutal. Por esta altura eu já nem sabia quanto tempo tinha passado, o que viria a seguir, nada... A plateia era um circo, e eu fazia parte dos que estavam a ouvir e a ser ouvidos. Tudo o que havia para descarregar, fora logo ali descarregado; palavras, gestos... dois momentos muito intensos, e inesquecíveis, principalmente para alguém que esperava apenas encontrar uma sombra do que este artista já foi. Fica a prova de que se o é, é apenas porque quer, e que continua a ser ele mesmo. Sem palavras sobre esta combinação "Touniquet/Irresponsable..."
Só por isto já havia valido a pena.
"Are you the rabbit", do novo álbum, fez muita gente matutar nas características 'Portrait of an American Family' que o novo álbum ainda consegue transpirar, enquanto dava um dos melhores momentos do espectáculo: Uma cadeira gigante servia de palco para Manson, que, minúsculo nela sentado, contorcia-se e praticava uma espécie de table-dance-tosca e surpreendente, enquanto cantava, fazendo sempre lembrar o tema Carrolliano, de "Alice no país das maravilhas", em que o título era evidentemente a pista necessária para a associação, e onde o verso "Faster, I'm late, I'm late" só fazia os fãs insanamente espumar pelo que quer que de clássico viesse a seguir àquele momento verdadeiramente hipnótico. Sempre que alguma música recebia a cumplicidade de um artefacto de palco, haviam segundos de espera; nesses segundos, tudo ficava preto...
...de entre o preto, uma das primeiras conclusões seria tirada: depois da ressaca, e de entender que precisava da música e do público, Manson percebeu que deveria dar ao público o que é do público. Daí, que, visto que algumas músicas já não lhe pertencem e passaram a fugir da boca dos seus fãs, tomou a iniciativa de lhes dar logo a eles à partida esse protagonismo.
É através do escuro, apenas com binóculos iluminados na cabeça, que banhavam luz sobre o público - a única fonte de iluminação -, que começavam os primeiros acordes de "Sweet dreams". Ele cantava, mas ninguém o via, e não era importante. Os iluminados, que também cantavam, em coro, eram a quem ele dava mais importância nesse momento. Aos poucos as luzes começavam a iluminar os músicos, e no segundo refrão, o poder já tinha sido entregue por completo ao anfitrião, que após um momento de interacção com o público, roubando da esquerda, da direita e do meio os tradicionais versos em coro, dava início à intromissão da antiguinha "Lunchbox" na inacabada versão dos Eurithmics, com o público a conceder os seus "I wanna grow up, I wanna be, a big rockin' roll star!...". (Dá ideias...) E arranca assim até ao fim da música do 'Portrait..' onde o público já rendido, só esperava mais música para celebrar.
Tudo preto, novamente, e viam-se uns delimitadores de "passadeira vermelha" a serem colocados como que a delimitar um ringue e um microfone que descia de cima. "Fight song"! Ainda alguém estava com adrenalina a mais? Manson em robe-de-boxe rompia clichées enquanto o Pavilhão Atlântico se transformava num mar de "Fight, Fight, Fight, Fight(s)..".
Depois de tal prenda de natal com 3/6 (já)clássicos quase seguidos, o público recebeu de braços abertos uma das mais polémicas(a nível de qualidade de composição) músicas do novo álbum. Não importava, ele tinha esse direito. Era ela "Putting Holes in hapiness".
Soou bem. Logo de seguida, mais uma nova. A do videoclip com uma menina de óculos aos coraçõesinhos: "Heart-shaped glasses". A actuação desta música, na íntegra, foi uma coisa muito interessante. Primeiro, a nova musa do pálido Manson estava presente, e a filmar, imagine-se, com os ditos óculos postos (não era encenação, pois só que estivesse muito perto do palco é que via :'P ), e o Manson ao ver aquilo passou-se. Foi ter com ela, todo lamechas, cumprimentá-la como deve ser.. e depois... nem sabia o que havia de fazer, se voltar para o meio do palco, se que fazer. Pobre Manson, ela dá cabo dele. lol... Ele bem que punha as mãos à cabeça e suspirava ainda a música se preparava para lhe dar espaço para ele começar a cantar e ele ainda indeciso... Lá atinou, profissionalmente em fazer o que lhe compete, mas... não ficou por aqui. Naquilo que foi um dos raros momentos, no que diz respeito a concertos deste calibre em Portugal, uma menina às cavalitas do seu D. Quixote foi generosa com o sr. Manson, que não parava de desenhar círculos no ar a sugerir alguma coisa. E ela mostrou alguma coisa. E o Manson também foi generoso e... lol... atirou-lhe uns óculos aos corações (iguais aos da sua amada), que entusiasmada fã imediatamente colocou nos olhos.
Quem diria que um single radiofónico em concerto daria lugar a situações interessantes como estas. :')
Se não estou em erro... pois já estava mais perdido, do que encontrado, a "Dope Show" entrou guiada por o som de sirenes. O que deu logo ambiente à coisa. (apesar de tudo)É uma música do 'Mechanical Animals', está tudo dito... "debaucherie à la chanson"(don't ask, acabei de inventar... X'D= )
Mas ainda havia mais uma do 'M.A.' na cartola, e então apareceu um Manson de chapéu de Cowboy-das-petrolíficas/ou-então-das-editoras, e colete a condizer, com armas desenhadas, se não me engano (I'm confused..) a cantar "The Rock, is better than deead!" As luzes davam o ambiente fantástico que era necessário, tal como durante todo o concerto, e só faltava vê-lo lá vestido como no videoclip para a banda sonora do Matrix, mas os olhos estavam lá, com a tira vermelha desse visual a marcar presença.
Ainda houve tempo para uma introdução com a misteriosa última faixa do 'Antichrist...' a passar em tape/gravação. A tal em que ele apenas diz qualquer coisa que muita gente não percebe e todos especulam sobre o que seja.
Daí a banda entra para a música do púpito - "REFLECTING GOD". Ele é político, ele é personalidade em conferência de imprensa, ele destrói os microfones todos, mete-os abaixo, atira-os ao chão, e pende melhor do que uma marioneta quase a cair do tal púpito ao chão. O sermão é debitado, as almas que ainda penam pela plateia não penam de forma alguma; era mesmo aquilo que todos queriam. (Bem... alguns ainda reclamam, mas todos têm consciência que já foi muito bom mesmo assim..) Minutos de extrema intensidade, em que o clássico dos clássicos, entre os temas, é abordado, e todos juntam a sua voz à de Manson, até que quando menos se está à espera, ele, já descido do seu "altar" é erguido por uma plataforma, quase até ao tecto - no joke - enquanto debita "Salvation!", e ninguém tem coragem de tirar os olhos da sua figura, olhando para cima, como se fosse ele o seu... pois, mas isto é só entretenimento, e todos jogámos muito bem o nosso papel. Bem.. pelo menos à frente, pois o resto já não sei. Sei que uns senhores da Antena 3 reclamam que o público foi morno - não à minha volta!
Acho que ainda a sair do púpito, ele tinha uma "bíblia" na mão que, para variar, entrou em combustão mal ele a abriu - the usual show off; sempre bem-vindo.
Mais... ainda houve tempo para um "Antichrist Superstar", em que ele nos dita "REPENT!"... e eu realmente arrependi-me de tanto pensar que ele estava mais para a reforma que outra coisa. E no final, ninguém sentia que já era o final, daí que pedimos e houve o encore. Infelizmente foi só uma música. Felizmente, soou fielmente reproduzida, e nem quis saber que fosse a bilionésima vez que a ouvia.
"The Beautiful people"



X')

segunda-feira, 12 de novembro de 2007

As perguntas Ruuuugem! (como diria um senhor da tv)

A esta altura do campionato assaltam-me duas questões:

1. Afinal para quando um jantar dos "primeiros cíclicos"?
Já falei com alguns de nós: eu (sim eu falo comigo própria), a sónia, a sofia e a irina.
Falámos em marcar o jantar para o final de Novembro, por causa das agendas já preenchidas em dezembro. O que acham? Até poderiamos marcar num restaurante para não dar trabalho, principalmnte agora que há grávidas entre nós!


2. E, falando em irina, porque é que a irina, não encarna uma personagem das nossas e não manda bitaites aqui no container_geral? Afinal também ela é uma primeira cíclica!

Contra mim falarei!

(Ficou em rascunho e esqueci-me de publicar. - Que gato tão doudo sou!)

Em primeiro lugar, OBRIGADA pelos vossos coments, que muito contente me deixam :)



Contra mim escreverei, porque muito do que eu pensava em Setembro mudou radicalmente. E ainda bem. Tal como a Larissa disse, eu tinha de deixar o tempo correr... Na verdade, todos vocês tinham razão em tudo o que me escreveram :)



Sabem que há muita coisa que se diz sobre os meninos que afinal não corresponde à verdade...

Eles afinal ainda saltam à corda, andam à roda, jogam à macaca, ao lencinho, sabem cantilenas que acompanham com jogos de bater as mãos...

Ainda gostam de desenhos animados do nosso tempo, das histórias da Bela Adormecida, dos encantos de se ser pequenino.

Inventam desenhos e falam com eles como se fossem reais.

Ainda têm algum respeito pelos professores. Repito: "algum".

Sorriem, brincam e riem muito.

No fundo, ainda me fazem muito feliz :)



Para mim, ser professora em 12/11/2007:

É gostar muito num dia e desesperar no dia seguinte.

É ver os cabelos brancos a aparecerem como gnus em "debandada no desfiladeiro".

É chegar à escola e ouvir: "PROFESSORA DIANA" em altos berros e sentir a cara besuntada de mil beijos.

É estar continuamente a pensar em actividades para esta e aquela turma.

É pensar na roupa que se vai vestir no dia seguinte e na quantidade de Kittys que se vão levar penduradas. LOL

É sentir ciúmes, por ver professores serem colocados em lugares que queria que fossem meus.

É sentir que sou uma traidora perante os meus colegas de expressões, que não "mostram tanto trabalho".

É sentir que mesmo assim o trabalho compensa, tendo emconta o salário terrível, as filas de trânsito, as obras nas estradas, os 100 minutos de carro diários, o cansaço, o trabalho em casa.

É a sorte de ser hoje e não o eventual azar de amanhã ou depois.

É poder dar em doida, mas de tédio não morrerei com certeza :)

quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Dia das bruxas

Estou bastante rouca, com tosse irritante e algumas dores de garganta há alguns dias... Os meninos têm pena de mim e não preciso de falar muito nas aulas (pelo menos isso)...

Ao fim de uma semana entre abóboras cor-de-laranja, morcegos, fantasmas, bruxas e gatos pretos, dentuças e olhos de mau lá conseguimos (eu e as 5 turmas dos meus selvagenzinhos) construir umas bonitas muralhas assombradas, com portas e janelas de meter muuuuuuuuuito medinho!

Empoleirei-me numa cadeira e coloquei-as nas paredes das 2 escolas. Depois, resolvi tapar o resto do espaço com desenhos dos meninos alusivos ao tema e monstros assustadores feitos com rolos de papel higiénico.

Tudo isto deu uma trabalheira doida:

Ó professora, o meu monstro ficou todo sujo de cola!
Olhe o meu! Sem querer, parti-lhe um dente!
Não gostei do meu desenho e por isso rasguei-o!
Posso pintar a abóbora de preto?
Ó professora, estes monstros têm mais de engraçado do que de assustador...
Podíamos cortar a mão e deixar pingar o sangue nas paredes!
Porque é que a outra turma tem uma muralha maior do que a nossa?
O meu desenho vai para o placar? É que se não for... Deito-o já ao lixo!
Ó professora, diga a estes bois e a estas bacas que se calem, senão espeto-lhes uma faca no aparelho digestivo!

Por fim, lá conseguimos fazer tudo...
Vieram os comentários da professora de uma turma, pela boca dos alunos:

Ó professora, a nossa professora Rosinha disse que nos calhou a uma professora de plástica excelente! Ela disse que pode colocar os nossos trabalhos de plástica onde quiser e que a escola é sua!
Ela disse que você está de parabéns.
Sim, e que se vê que se interessa e que trabalha muito bem com os alunos.

Surgiram também os comentários dos meus colegas que estão nas AEC's (activ. enriquecimento curricular) tal como eu:

Para que trabalhaste o Halloween? Não faz parte do programa...
Fazer trabalhos muito bonitos dá beleza à escola, mas vê-se logo que os miúdos não fazem nada... E não nos pagam para trabalhar em casa...
Se aparecesse uma inspecção iam querer saber como é que fizeste aquilo tudo com eles!
Ai as professoras deram-te o plano anual de actividades? A mim não me deram nada... Já estou a ver que há favoritismos...

Conclusão:

As professoras, que no início me criticaram por não fazer nada de jeito, agora acho que já gostam de mim! Pelo menos, é o que tentam transmitir. LOL É que eu agora já não acredito em nada...
Os meus colegas que estavam do meu lado, agora viraram-se contra mim!

Ando continuamente a aprender a viver em sociedade! Uf!
Que vida louca!

segunda-feira, 29 de outubro de 2007

Recebi um bilhete da Kitty!

E estou a regressar de (mais) uma reunião e lá estava ele pousado no meu teclado: um bilhete (a dar para o minúsculo) com uma letra de quem treina caligrafia com alguma frequência e com a gata cor-de-rosa em background.
Levou-me à minha colecção de "folhinhas" (don't ask! era jovem, mto jovem) -- tanto que não resisti a cheirar o bilhete (na minha colecção, a maior parte dos coleccionáveis tinha cheiro e morango e baunilha eram os mais bem-sucedidos). Não tinha cheiro, mas rapidamente assumi que tinha sido comido pelas viagens na mochila do carteiro.

O que eu gostei de receber um bilhete da Kitty! E as saudades que tenho da Kitty Diabita de Biscoitos e Ovos Kinder...
Eu avisei!

É uma droga daquelas bem pesadas...basta só um "cheirinho" para ficarmos completamente dependentes.

Aconteça o que acontecer, às quartas às 10h não estou para ninguém!!!!!


...já estou a sofrer por antecipação, só de pensar que um dia o dexter vai chegar ao fim...



E o genérico!?
Genial!!!!!!!!!

sábado, 27 de outubro de 2007

quarta-feira, 24 de outubro de 2007

Foi a Tininha! :)


Hi-hi-hi... X'D
Ao que parece, temos uma nova série para acompanhar. E esta foi a Tininha que me recomendou.
Quantos é que já viram este senhor a falar da sua dupla personalidade - perigosamente captada em formato "horário nobre"?

"Dexter"
Parece-me uma boa série, mas perigosa.
Afinal de contas, olhar com bons olhos para um serial killer não é a coisa mais sensata. <: S
Mas... vi o 1º episódio... vi o 2º, o 3º, e estou colado. X'D=

'brigado Tininha :'3
hi,hi,hi,hi,hi...
X'3

quinta-feira, 18 de outubro de 2007

Aos mais queridos dos queridos


Nunca irei esquecer este dia, mil obrigados não chegam para expressar a minha alegria e a do rui.
Um forte XXXX a todos***

quarta-feira, 17 de outubro de 2007

Eis quando...

... ciganitas de 14 anos vão em soutien para as aulas de EF, e se "atiram" ao prof, perguntando se ele quer que elas tirem tudo.

... ciganitas de 8 anos se pegam como galos de luta e os outros acompanham cantando um ritual típico.

... uma ciganita de 12 anos diz palavrões dos feios e os pequenitos do 1.º ano me perguntam o que quer dizer.

... a turma de ciganos me adora e me dá beijos e logo, logo a seguir, me enxotam da sala dizendo: "Xó galinha".

... a mesma turma abre as goelas em uníssono e grita durante 10 minutos seguidos.

... me apetece pregá-los à parede e colocar-lhes adesivo nas bocas.

E eu só estou com eles 45 min de cada vez.
Agora imaginem a professora titular de turma...

ESTAMOS MESMO A DESESPERAR

segunda-feira, 15 de outubro de 2007

aos gandas malucos...


andam por aí umas certas e determinadas pessoas que gostam de me pregar umas partidas!!!
a essas certas e determinadas pessoas o maior beijo do mundo, porque partidas dessas....ai ai ai


ADOREI MAIS ESTE PEDACINHO DO CÉU!!!!

sexta-feira, 12 de outubro de 2007

Momentos da minha vida

Vais fazer anos, professora?
Sim, amanhã.
Quantos?
29.
19?
Vinte e nove!
És tão belha! E pareces tão pequena.
Pois é, mas sou uma belhinha!
Pois és! És velha que nem uma professora.
Exactamente! Agora vai-te sentar, pf!

Olha, professora, a teacher deu-nos chocolate.
Umh, umh!
E tu não dás nada!
A teacher deu chocolate se nós portar-nos bem.
A ti vamos portar mal.
Ok, façam como quiserem!
Dás chocolate?
Não!
Então, portar mal nas tuas aulas, Liliana!
Ok!
Liliana, Liliana, Liliana!

Ó professora, hoje tb pôs perfume?
Sim.
Trouxe alguma coisa da Kitty, hoje?
(Mostrei a carteira)
Ah, que fixe, professora!
Hoje vamos continuar o trabalho?
Sim.
Que fixe, professora. Qual é, que eu já me esqueci?

Ó professora, eu não quero que me gastem os meus lápis, por isso não deixo ninguém afiá-los.
Então, como vais pintar quando estiverem já sem bico?
Não pinto.
Ah, ok! E o que vais fazer?
Peço emprestado.
Mas tu tens lápis, por isso é natural que os teus colegas não te queiram emprestar...
Se não me emprestarem é pq são invejosos e se não ajudam alguém com um problema como eu, é pq não são verdadeiros amigos.
E se continuares a agir dessa maneira, és bem capaz de chegar à minha idade e de te sentires sozinha no mundo!
Porquê, professora, no mundo só vai haver maus, qd eu crescer?

terça-feira, 2 de outubro de 2007

Alien

(na verdade, Lamb não me diz nada, mas... pronto... esta letra mexeu comigo)

This was a body
Now it's a home
For you, my little alien

I feel you moving
It's oh so strange
Do you like the music

Am I a happy home
What's it like in there
I'm a happy home
I hope it's cosy in there

If home's where the heart is
That's where you are
My heart is right there
So long I've waited to be quite so occupied
Mysterious being by you

And I'm a happy home
What's it like in there
Yeah I'm a happy home
I hope it's cosy in there

This was a body
Now it's a home
For you, my little alien

I feel you moving
It's oh so strange
Do you like the music

And I'm a happy home
What's it like in there
Yeah I'm a happy home
I hope it's cosy in there

And I'm a happy home
What's it like in there
Yeah I'm a happy home
I hope it's cosy in there

quinta-feira, 20 de setembro de 2007

Ciganice

Meninos de Etnia Cigana
Raça cigana
Ciganos
Ciganada

Eu gostava de saber porque é que temos medo de chamar os nomes às coisas... Enfim!

- Oh professora, tu é da raça de quê? Dos russos?
- Umh?
- Yo soy de una raça cigana. Meu nombre é Conceição.
- Conceição? Eu sou a Diana, professora Diana!
- Tu és russa?
- Não. Sou portuguesa.
- Ahahahahaah! (risos loucos) És como yo?! Não podes. Seres diferente. Mira los pelos! Yo soy cigana. E lá na raça de los ciganos me llamo Títi.
- Titi?!
- No, professora. (risos loucos) Títi!
- Ah, bom! Mas aqui é Conceição, está bem?
- Está porque na estar con mis ciganos en casa de sua abuela.
- Abuela?
- (Risos e mais risos). Ser sua abó.
- Se eu falar espanhol, tu entendes-me, Conceição?
- Tu?! Ahahahahaahha! Noum! Falares português.
- Ok!
- Quei?
- Ok significa "Está bem"! É inglês!
- Ahahahahahaah, seres da raça russa!


- Quantos anos tens?
- Noum sé!
- Umh... E irmãos? Tens irmãos?
- Tenho 4: yo, ela e mais dois.
- Ah, então tens 3.
- Não professora. Tenho 1 solo.
- Só tens esta aqui?
- Noum! Tenho 4.
- E onde estão os outros?
- Estão mortos. Aahahahahaah!
- Dá-te vontade de rir?
- Si. Eles morreram así bebés.
- Está bem. E os teus pais onde estão?
- Mi madre está en casa. Mi padre está preso. Aahaahahaha!
- Tb te dá vontade de rir pensar nisso?
- Aaahaaahhhahahahaahahahah!

(Desisti)

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

beijinhos!!!

Um beijinho da sof*_pequena aos ainda mais pequenitos Daniel e Carolina. Que tudo de bom vos apareça pela frente e que tenham sempre muitos motivos para sorrirem.
Cá vos esperamos!!!

domingo, 16 de setembro de 2007

é uma questão de tempo

é uma pena, acima de tudo porque só perdem tempo. é que é mesmo uma questão de tempo: mais tarde ou mais cedo vão render-se à tua forma de espalhar oxigénio e sanidade mental à tua volta. os meninos vão render-se, as professoras vão render-se, a câmara vai render-se, a DREN vai render-se, a ministra (se lhe derem tempo) vai render-se.

vais ser o céu azul desses meninos tão cinzentos.

e tal como é da natureza humana desconfiar daquilo que sai da estrutura mental e emocional que conhecemos e estranhar que possam existir professoras que gostam de desenhos animados, também é da natureza humana (principalmente da natureza dos humanos mais pequenos) querer conhecer o que há para lá da estrutura mental e emocional que conhecem.

é uma questão de tempo. para eles e para ti. tal como foi em Bela.

sábado, 15 de setembro de 2007

Quem sou eu e o que faço ali?

Tenho meninos, mas não tenho turma.
Lecciono, quer dizer, entretenho, mas não pertenço à escola.
Cumpro horários, mas o espaço onde trabalho não pode ser (nem por 45 min) considerado meu.

Sou uma espécie de professora das AEC's.
Demorei algum tempo a perceber a sigla. Primeiro, entendia "Prof's das É-Erres", com variante para "Prof's das Ai-Égues". Afinal era "AEC's" - actividades de enriquecimento curricular e nunca, mas nunca mesmo "actividades extra-curriculares". LOOOOL

Lá vou eu todos os dias para Prado, Vila Verde, onde os meninos são apáticos e parados e onde as professoras gostam deles assim mesmo, sem se mexerem :(

Depois de me apresentar nas escolas, depois de falar pouquíssimo com os alunos e depois de conhecer as prof's das turmas, fiquei com as seguintes impressões (por ordem cronológica: do tempo mais antigo para o mais recente):

- Os meninos gostaram de mim, à primeira vista: das minhas cores, do meu sorriso, da minha maneira de lhes tocar na cabeça.

- Os pais ciganos acharam-me simpática.

- As funcionárias foram educadas e simpáticas.

- As prof's ficaram apreensivas. Muito apreensivas.

- Os meninos acharam-me piada, riram-se e quiseram tocar-me com as mãos.

- As prof's acharam que eu era nova demais, depois que eu era inexperiente e depois que eu era delicada demais para os alunos e ao mesmo tempo rígida.

- Os meninos acharam-me um pouco "tonta" e estranharam ver uma professora que fazia vozes diferentes. Notei que não compreendiam as minhas piadas e que nunca ninguém tinha brincado aos disparates com eles.

- Comecei a achá-los mto. parados e talvez um pouco retardados.

- As prof's convenceram-se que o meu trabalho iria ser inútil e que eu nunca os iria conseguir dominar - tarefa mais importante de um professor: mantê-los quietos, calados e sentados.

- Os meninos deixaram de me achar piada, porque começaram a ver que eu talvez fosse idiota. (Comentaram entre eles, mto baixo e lentamente que as professoras não gostam de desenhos animados. Como poderia eu gostar e mais... Como é que alguma vez poderiam ouvir música e dançar na sala?)

- As prof's ficaram a olhar para mim, como se eu fosse uma ave rara, mas pela negativa (E eu nem lhes falei dos CD's da EV).

- Cheguei à conclusão de que não vou poder fazer nada de bom naquelas turmas. Se o fizer, serei considerada uma "louca perfeita". As prof's das turmas farão queixa de mim ao agrupamento, à câmara, à Dren, à ministra... E estou certa que ninguém virá em minha defesa, porque aquelas mulheres é que são as donas daquelas crianças, daqueles pais, daquelas escolas e daquele meio.


sábado, 8 de setembro de 2007

preto e luzidio...


uma das minhas melhores fotos das férias. nunca tinha estado tão pertinho de um, quase o podia sentir ali no meio do pasto. é de respeito homem!!!

as ferias


não gosto de touradas e acho que nunca irei assistir a nenhuma, no entanto não restisti a este cenário. O interior alentejano é um mundo à parte, não se passa lá nada, por vezes é só o silêncio a debater-se ao silêncio. Perante isto aparecem no verão estas touradas, momentos de diversão e entretenimento para aldeias e cantos isolados que muita gente ignora.
Gosto dos cartazes, gosto das lantejolas, gosto das cores, mas sobretudo gosto de touros, pretos e luzidios. touros que existem enquanto existir a tourada, pois os animais são bravos e valentes demais para a criação!!!
mas não irei ver uma tourada...

quinta-feira, 6 de setembro de 2007

Crise de adolescente parte II

a UM mes de me casar e já com UM mês de 30 anos, eis que me deparo com mais uma novidade pós-adolescente: Está a nascer-me o 3º dente do siso. Por favor!!!! eu achava que era um ser biologicamente mais evoluído pois até agora só tinha dois e um deles desapareceu por minha vontade e talento da minha dentista. Um dia destes visitei o meu novo e jeitosissimo dentista com ar de surfista, e eis se não quando ele me diz, que me está a nascer um dente do Siso. eu nem quis acreditar, tudo se desvaneceu, seria possível!!!???
cheguei a casa e fui validar o comentário dele - resposta afirmativa - gengica com rasgozito e o gajo a espreitar lá em baixo.
até hoje nunca tive dores por causa deles, nunca me chatearam quando nasceram, mas ontem senti uma pressão no maxilar inferior - ou mandíbula, super Interessante o nome. Resultado, comecei logo a ter pensamentos psicóticos sobre a lua de mel e a compressão/descompressão no avião e como isso poderia afectar o meu dente do juízo. conclusão: cheguei aos 30 cheia de borbulhas, com um tapete roubado e com um dente do siso a aparecer.
Sinais do Tempo minha gente, é o que eu vos digo!!!

sexta-feira, 31 de agosto de 2007

Um papo na barriga

A minha criança finalmente decidiu comunicar comigo: agora, volta e meia, fico com um papo na barriga... É giro! Muito giro!

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Wanted!!

No auge das minhas férias de verão deu-se o impensável, o horror, o drama: sequestraram o meu tapete da porta de casa.
Ele foi visto pela última vez cerca de 5 horas antes de desaparecer do hall do elevador e não deixou rasto. Antes dele desaparecer ainda recebi o sr. correio e ele lá estava, após essa visita ouvi VOZES no corredor. pensei que seria a contagem da água ou algo do género, mas ao fim da tarde a conta da água estava na caixa do correio....
Eram vozes masculinas, duas, adultas. Será que levaram o nosso capacho??? ai os maganos que não têm qualquer sensibilidade. Podiam ter levado o tapete do vizinho da frente que era bem mais bonito e robusto que o meu.
Não há justiça no mundo :(

Descrição da vítima: Rectangular assim para o grande, verde e rosa, vaquinhas pretas e brancas. Quem o vir que mo devolva, estamos em sofrimento....

domingo, 22 de julho de 2007

AI que estamos a ficar adultos!!!

daqui a uns breves dias faço 30 anos. não para me armar ao pingarelho para mais um presente ou telefonema de felicitações, apenas digo isto em jeito de reflexão de 3 décadas de andanças...
já estudei o que acho que devia ter estudado, pelo menos em ambientes académicos. já trabalho e recebo por aquilo que produzo. tenho colegas para além dos eternos amigos. pior que tudo, tenho preocupações!
chego aos 30 cheia de projectos, não inovadores, mas de grande impacto para alguém que sempre teve uma vida quase light. vou casar daqui a nada, contas e mais contas, vou comprar uma habitação, ainda mais contas, CREDO!!!
se calhar para o ano que vem empenho-me à séria e tenho um filho, nessa altura já não preciso de fazer contas, pois certamente não terei dinheiro para contar :D:D:D:D
mas olho em volta e vejo que de facto cheguei finalmente à idade adulta. e o mais fantástico é ver os meus amigos também chegarem à idade adulta, com os mesmo projectos, as mesmas preocupações e desafios.
é bom chegar a adulto e ver-se que a infância foi um lugar mágico, cheio de personagens tão importantes, lugares e cheiros que sempre nos irão remeter àquelas férias ou àquele passeio super divertido.
revejo tudo com um sorriso e espero que os próximos 30 sejam tão estupendos como os que já vivi.


dedico este post às nossas queridas Lara_M e Sónia_H_K e aos seus bebés que brevemente vão fazer parte deste enredo.
beijos a todos***

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Frase do dia

"O pico pica a pata do camelo"

só de me lembrar da nossa irina morta de riso, perco a compostura. só de me lembrar a forma como eu interpretei esta frase dá-me logo vontade de enfiar a cabeça na areia de tão croma que sou!

aos lesados as minhas sinceras e humildes desculpas.

quarta-feira, 27 de junho de 2007

Pois...

É verdade que não tenho tido muito para dizer.
E que isto por aqui anda calmo.
Há até quem nem diga nada.

Vai daí: resolvi dinamizar isto!

Activei, com os meus superpoderes internauticos, trazidos de Ferbiju, quando estive lá a acampar com o Biscoito, no 3.º anel da 1.ª Lua a contar do 2.º Céu de estrelas, uma cena altamente:

O nosso próprio, só nosso (é mesmo excusivo) e único FEED!!!
(se repararem, no final do site, já podem subscrever o dito - à borliu!)

É aqui que todos vocês estão a perguntar: mas para que é que isto serve?

E a resposta é: para pouco, mas ao menos escrevi aqui alguma coisa de jeito...
E sempre podem usar isto à séria, e em vez de andarem por aqui a cheirar podem até activar este... coiso, e depois... coiso... ou no Browser, coiso... ou no Google Reader, por exemplo coiso.

E depois coiso...

http://containergeral.blogspot.com/feeds/posts/default

Fica aqui o coiso... que até é um nome bem mais giro do que "feed"...

Até parece: "estou cheio de feed aqui fora..." ou "que feed do caraças..." ou ainda "tanto feed e agora vai-se a ver... coiso!".

Um excelente feed-de-semana para vocês todos e se às vezes coisarem o coiso, lembrem-se que há sempre alguém que também precisa do vosso feed.
Penso eu de que.

A promessa

ora pois...
ontem levantei-me religiosamente às 6:50 com a vontade de fazer uma promessa!
olhei-me ao espelho e pensei: "Sofia, toma o teu rumo e porta-te como uma adulta!!!"
tomei logo uma vitamina e jurei que a partir daquela manhã o iria fazer sempre sem falta.
durante o dia, tomei quase 3dm cúbicos de água (lindo! não fosse isso quase um litro, hehehe).
coincidência, ou não, cheguei a casa muito bem disposta e cheia de despertina, vim direitinha ao meu
computador fazer as actualizações na minha tabela exel do casamento!!
no fim da noite aconteceu o imprevisto, o drama, o horror. abri o frigorífico e fui repentinamente tomada
pelo demo. Lá estava ela, vestida de azul céu por fora, 70% chocolate por dentro, Avianense de seu nome. Pequei!!
agarrei na tablete de chocolate preto e derreti logo uma fileira inteira de quadradinhos.
no início o prazer, depois o olhar de culpa do sr meu noivo, aquele olhar que nos diz: "já te tratavas, não..."
resumindo...ontem dei cabo do efeito da vitamina da madrugada e do litro de água da tarde.
hoje portei-me bem, mas não consegui beber um litro....

domingo, 24 de junho de 2007

Vazio...

Vou seguindo o nosso cantinho internético com alguma regularidade e ando há semanas sem conseguir dizer nada. E queria fazê-lo. Dizer que também continuo por cá e que não quero deixar de continuar por cá.
Mas não sai nada. Talvez seja uma questão de efectivamente não ter nada para dizer... Talvez seja cansaço... Inclino-me mais para esta última. E a verdade é que estou farta de me sentir cansada... e de não conseguir pensar... e de sentir que, de uma forma geral, fico aquém...
Bem, melhores dias virão, dias com ideias frescas numa cabeça mais fresca.

E era isto. Só queria que soubessem que continuo por cá.

quinta-feira, 21 de junho de 2007

ouvi dizer...

parece que hoje começa o verão!
será??
ando de lá para cá de gabardine, chapéu-de-chuva e esses acessórios todos que só nos deviam fazer lembrar Abril.
dizem que há-de melhorar...
estou espectante e cá andarei para contar as boas-novas quando vier o calorzinho do verão à séria;)

segunda-feira, 11 de junho de 2007

Feira do Livro

Fui ao palácio, no Sábado, com o Fred.

Comprei dois livros e um deles veio com autógrafo da escritora Rosa Lobato Faria, que lá estava sentadinha numa cadeirinha de vedeta. Não a achei muito simpática, mas eu tb não lhe disse nada. Apenas agradeci o rabisco na página branca do livro.

Vi o Nuno Markl e mais uns não sei quantos que tb escrevem.

E estive com a dupla Asterix e Obelix.

Ah! Passei pela Porto Editora e apeteceu-me perguntar se me poderia sentar, para autografar os CD's multimedia que se iam vendendo, mas não havia cadeirinha de star...

A praia na Póvoa estava boa, dizem. Eu estive sempre em casa, a ler. E sei que no meu terraço do 5.º andar, agora com vasos grandes de plantas verdes, passei uns quantos bons momentos.

É tudo!

Um abraço.

quarta-feira, 6 de junho de 2007

De Bagdade com Amor

Eu, como gato do Espaço, tenho de continuar a enaltecer-me perante seres caninos de orelhas peludas e caídas... Mas que esses peluches são uns caçadores de corações... Isso não posso negar!

Mais um livro mimoso, oferecido pelo Fred, cheirado e comprado pelo pai, embrulhado pela Bertrand e editado pela nossa Porto Editora...

Fica a dica, para quem gosta de cães, como eu!

Bom feriado ou fim-de-semana prolongado, se for caso disso!

segunda-feira, 4 de junho de 2007

Onde andas tu, Biscoito?

Biscoito! Ó Biscoooooooito!

Onde andas tu, Biscoito?

sexta-feira, 1 de junho de 2007

Um presente muito especial...

Hoje recebi uma máquina fotográfica Lomo…

Não estava mesmo nada à espera…
Nem sequer dum mísero rabisco
Com o meu retrato, de gravata,
Meio anafado, a teclar desesperado…

Sabem que não é preciso nada
Disso para me sentir perto de vós.
Mas obrigado na mesma, porque…
Não sei que mais vos diga.

Vemo-nos por aí, na estrada
Da vida, com a câmara ao ombro
Para que tudo seja mais fácil
De recordar. Quando já nada

Disto existir, apenas a lembrança
Em fotografia Lomo ou a preto
E branco. Uma coisa é certa
Estarão sempre do meu lado.