Eu nasci numa sexta-feira 13.
Sou um gato com cauda virada pró Sol!
Ah, pois é!
Ouvi hoje a bruxa Maya a falar dos signos na Sic. Pelos vistos, o meu estava em número 1 da tabela... e eu todo contente :) Até as orelhas se me ergueram.
Fiquei à espera de um dia brilhante, cheio de sucessos, de animações, de alegrias, de coisas boas.
São 19h54min e a única coisa de positivo que vejo no dia de hoje foi o facto de ter experimentado as bolachas Cuétara Choco flacks, que por acaso até nem morri de amores por elas...
Que treta de bruxa chamada Maya e mais os seus signos da sorte.
E que dia tão sem sabor...
sexta-feira, 13 de abril de 2007
domingo, 8 de abril de 2007
"Menino" está para "miúdo" como "ser humano" está para "pessoa"
No início, quando às minhas perguntas sobre "miúdos" a professora de ganchos cor-de-rosa me respondia com "meninos", não conseguia deixar de me sentir uma espécie de herege, alguém que não sabe que as crianças merecem respeito e que as rotula de algo que as diminui. E ainda fiz algumas tentativas para me redimir, mas não batia certo, soava-me estranho.
Para mim, eram e continuam a ser coisas diferentes:
- "os meninos aprendem a ler" / "os miúdos sobem às árvores";
- "o A. é um menino muito inteligente" / "o A. é um miúdo fantástico";
- "ele é um menino sorridente" / "ele é um miúdo feliz".
E as crianças que eu sempre imaginei estarem no lado de lá das Valérias, dos Biscoitos e dos Patatoons são miúdos. São miúdos que ao eterno "És fantástico!" respondem "Pois sou!". São miúdos que não sabem se a professora é a personagem ou se é a personagem que também é professora. São miúdos que acham divertido fazer tabelas de multipla entrada com tabuada de multiplicação.
Para mim, de facto, "menino" está para "miúdo" como "ser humano" está para "pessoa" -- o 1.º pode ter mais dignidade mas o 2.º tem mais calor, é mais real e palpável.
E depois de ler "A criança que não queria falar" (quem inventa títulos destes devia levar com um piano em cima) não posso deixar de pensar que também há miúdos que nunca tiveram oportunidade de serem meninos, que mesmo com vestidinhos de folhos continuam a ser "pequenos montes de carne".
Para mim, eram e continuam a ser coisas diferentes:
- "os meninos aprendem a ler" / "os miúdos sobem às árvores";
- "o A. é um menino muito inteligente" / "o A. é um miúdo fantástico";
- "ele é um menino sorridente" / "ele é um miúdo feliz".
E as crianças que eu sempre imaginei estarem no lado de lá das Valérias, dos Biscoitos e dos Patatoons são miúdos. São miúdos que ao eterno "És fantástico!" respondem "Pois sou!". São miúdos que não sabem se a professora é a personagem ou se é a personagem que também é professora. São miúdos que acham divertido fazer tabelas de multipla entrada com tabuada de multiplicação.
Para mim, de facto, "menino" está para "miúdo" como "ser humano" está para "pessoa" -- o 1.º pode ter mais dignidade mas o 2.º tem mais calor, é mais real e palpável.
E depois de ler "A criança que não queria falar" (quem inventa títulos destes devia levar com um piano em cima) não posso deixar de pensar que também há miúdos que nunca tiveram oportunidade de serem meninos, que mesmo com vestidinhos de folhos continuam a ser "pequenos montes de carne".
Voltei!
Voltei ontem! Voltei à minha casa, à minha cama! Foi o verdadeiro suspiro recheado de preguiça e de "home, sweet home".
Li o livro, Biscoito de baunilha e chocolate. E tenho coisas para te dizer, mas ainda não vai ser hoje: espera-me um dia de Páscoa em Quinhão (sim, leste bem), Cinfães. Vai ser um daqueles dias cheios de D. Rosita pelo ar.
Li o teu texto, ó diva de Templo Romano, o início deixou-me triste e contente ao mesmo tempo: triste, porque afinal não é impressão minha, tu tb sentes o mesmo; e contente, porque tu sentes e mesmo... e assim já somos 2... e, por mim, continua a fazer sentido. Considera-te monumentalmente abraçada.
Li o livro, Biscoito de baunilha e chocolate. E tenho coisas para te dizer, mas ainda não vai ser hoje: espera-me um dia de Páscoa em Quinhão (sim, leste bem), Cinfães. Vai ser um daqueles dias cheios de D. Rosita pelo ar.
Li o teu texto, ó diva de Templo Romano, o início deixou-me triste e contente ao mesmo tempo: triste, porque afinal não é impressão minha, tu tb sentes o mesmo; e contente, porque tu sentes e mesmo... e assim já somos 2... e, por mim, continua a fazer sentido. Considera-te monumentalmente abraçada.
sábado, 7 de abril de 2007
Notícias fresquinhas
Eu não sei o que é que vocês andam a fazer nem por que motivo não dão notícias. A verdade é que quando a Lara falou em abrir este blog, eu fiquei bastante apreensiva, pensando que não me viria a interessar por cá escrever. Foi uma surpresa quando dei por mim a querer investir nisto a sério. Por outro lado, é triste ver que a maior parte de nós não quer saber disto para nada...
Fui passear por este Portugal (Peniche, Cabo Carvoeiro, Palmela, Setúbal, Serra da Arrábida, Azeitão, Évora, Lixbona) e até dei um saltinho a Badajoz. Fui com amigos. Foi fantástico! E ainda vimos o último episódio do tubarão na sala de convívio do hotel, cheia de olhos em suspense.
Falámos espanhol, revisitei o "meu" templo e a Capela dos Ossos, que continuam à espera dos nossos. Não vi os golfinhos, entre a serra e Tróia, mas vi as Berlengas ao longe. Havia surfistas na praia dos Supertubos, em Peniche, e dunas altas. Passei pelas casas do Toy (que não o "are us"), do "Armando" José e do nosso estimado Professor José (este sim: Hermano) Saraiva.
E em Lixbona, onde tudo acontece, estive a um passo de ser famosa. LOL
Confundiram-me com um elemento do grupo dos Vip's que foram assistir à estreia das Crazy Horse, no Casino Lisboa. E ao entregarem-me uma revistinha, por engano, rotularam-me de VIP para todo o sempre :) Convidaram-me para ir à festa tipo Lux ou coisa do género e eu tive de dizer "BASTA!" para não me enfiarem no mini-bus que nos conduziria à party. Acho que só o facto de os querer enxotar ainda lhes aguçou mais o apetite de me quererem lá. LOL
Resolvi escrever uma mensagem a um desconhecido no Hi5, só por me parecer uma família cheia de coisas boas. E acertei. Recebi resposta e fiquei reconfortada.
O pai remodelou o ap de praia na Póvoa, com as suas ideias simplesmente adoráveis. Está lindo e tem uma parede estampada, no meu quarto e do Fred, com uma foto nossa.
No dia 1 de Abril disseram-me que tinha nascido uma ninhada de gatos em minha casa e eu fiquei toda contente. Mas era mentira!!
Quis andar de teleférico no Parque das Nações, mas tinha acabado de fechar :(
Ah! É verdade! Ficámos no hotel Vip's Arts. Desta vez, fiquei no 10.º andar, mas o quarto era igualzinho. Até tinha o mesmo quadro da menina e da ave e tudo, lembras-te Larissa?
Comprei uma weazel ball que ofereci ao Fred, que é uma doninha que parece ter vida e que anda à volta de uma bola. Demais!
Eu a a minha super amiga Catía imitámos as lontras do oceanário e até grunhimos como elas. Já ninguém nos aguentava, mas esforçaram-se para não nos deixarem para trás.
Giríssima I
O carro da Catía (não, não me enganei no acento: ela é Catía desde a praxe na UA) é a GPL e andámos 500 mil km à procura de gás em Évora. Finalmente encontrámos. E ela explicou ao senhor que nós éramos do norte, na tentativa de se desculpar por não saber utilizar aquela coisa. Que vergonha!
Giríssima II
A Catía fechou a mala do carro com a chave lá dentro. Mas as portas estavam abertas. Enquanto ela desesperava quase até ao choro, eu tive uma ideia brilhante que, rapidamente, resolveu a situação. Abri os bancos de trás, enfiei a mão por cima do contentor de gás, na mala, estiquei-me toda e alcancei a chave. A miúda acalmou... Depois, alguém disse: "Ó meninas, não era mais fácil carregar neste botão para abrir a mala?" (lembram-se qd o McGyver fazia explodir paredes em vez de rodar a maçaneta para abrir uma porta? Sem comentários)
Amanhã é dia de Páscoa. Espero comer amêndoas Cláudias e das do piu-piu Costa Moreira, que são as melhores. Ah! E de receber um ovo com super surpresa... LOL Posso esperar sentadinha...
A Sara está na Guiné e vai passar a Páscoa numa ilha selvagem, em campismo. E se há bichos maus? Que medinho!
Fui passear por este Portugal (Peniche, Cabo Carvoeiro, Palmela, Setúbal, Serra da Arrábida, Azeitão, Évora, Lixbona) e até dei um saltinho a Badajoz. Fui com amigos. Foi fantástico! E ainda vimos o último episódio do tubarão na sala de convívio do hotel, cheia de olhos em suspense.
Falámos espanhol, revisitei o "meu" templo e a Capela dos Ossos, que continuam à espera dos nossos. Não vi os golfinhos, entre a serra e Tróia, mas vi as Berlengas ao longe. Havia surfistas na praia dos Supertubos, em Peniche, e dunas altas. Passei pelas casas do Toy (que não o "are us"), do "Armando" José e do nosso estimado Professor José (este sim: Hermano) Saraiva.
E em Lixbona, onde tudo acontece, estive a um passo de ser famosa. LOL
Confundiram-me com um elemento do grupo dos Vip's que foram assistir à estreia das Crazy Horse, no Casino Lisboa. E ao entregarem-me uma revistinha, por engano, rotularam-me de VIP para todo o sempre :) Convidaram-me para ir à festa tipo Lux ou coisa do género e eu tive de dizer "BASTA!" para não me enfiarem no mini-bus que nos conduziria à party. Acho que só o facto de os querer enxotar ainda lhes aguçou mais o apetite de me quererem lá. LOL
Resolvi escrever uma mensagem a um desconhecido no Hi5, só por me parecer uma família cheia de coisas boas. E acertei. Recebi resposta e fiquei reconfortada.
O pai remodelou o ap de praia na Póvoa, com as suas ideias simplesmente adoráveis. Está lindo e tem uma parede estampada, no meu quarto e do Fred, com uma foto nossa.
No dia 1 de Abril disseram-me que tinha nascido uma ninhada de gatos em minha casa e eu fiquei toda contente. Mas era mentira!!
Quis andar de teleférico no Parque das Nações, mas tinha acabado de fechar :(
Ah! É verdade! Ficámos no hotel Vip's Arts. Desta vez, fiquei no 10.º andar, mas o quarto era igualzinho. Até tinha o mesmo quadro da menina e da ave e tudo, lembras-te Larissa?
Comprei uma weazel ball que ofereci ao Fred, que é uma doninha que parece ter vida e que anda à volta de uma bola. Demais!
Eu a a minha super amiga Catía imitámos as lontras do oceanário e até grunhimos como elas. Já ninguém nos aguentava, mas esforçaram-se para não nos deixarem para trás.
Giríssima I
O carro da Catía (não, não me enganei no acento: ela é Catía desde a praxe na UA) é a GPL e andámos 500 mil km à procura de gás em Évora. Finalmente encontrámos. E ela explicou ao senhor que nós éramos do norte, na tentativa de se desculpar por não saber utilizar aquela coisa. Que vergonha!
Giríssima II
A Catía fechou a mala do carro com a chave lá dentro. Mas as portas estavam abertas. Enquanto ela desesperava quase até ao choro, eu tive uma ideia brilhante que, rapidamente, resolveu a situação. Abri os bancos de trás, enfiei a mão por cima do contentor de gás, na mala, estiquei-me toda e alcancei a chave. A miúda acalmou... Depois, alguém disse: "Ó meninas, não era mais fácil carregar neste botão para abrir a mala?" (lembram-se qd o McGyver fazia explodir paredes em vez de rodar a maçaneta para abrir uma porta? Sem comentários)
Amanhã é dia de Páscoa. Espero comer amêndoas Cláudias e das do piu-piu Costa Moreira, que são as melhores. Ah! E de receber um ovo com super surpresa... LOL Posso esperar sentadinha...
A Sara está na Guiné e vai passar a Páscoa numa ilha selvagem, em campismo. E se há bichos maus? Que medinho!
terça-feira, 27 de março de 2007
One child, de Torey Hayden
Li-o durante duas noites inteiras. Poupei muito pouco este livro. Só durou um fim-de-semana.
Por outro lado, li-o de uma forma intensa, passando os olhos pelas frases durante várias vezes, para me poder inteirar da dor e daquela realidade, por completo.
Depois de ler o livro, senti um enorme vazio.
Queria tanto que houvesse um segundo volume.
Queria saber o que teria acontecido às personagens reais retratadas na obra.
Investiguei e consegui. Senti que a minha necessidade tinha sido sentida por milhões de leitores em todo o mundo. Somos todos tão iguais, em determinados momentos... Temos reacções tão humanamente idênticas!
E não sei se me sinto reconfortada, por saber tudo.
Sheila (one child), de 6 anos também escolheu a raposa, o principezinho, a rosa e a palavra "cativar" para ser mais feliz.
Biscoitos com geleia de amora silvestre e um belo cappucino cheio de natas bem mimosas
Por outro lado, li-o de uma forma intensa, passando os olhos pelas frases durante várias vezes, para me poder inteirar da dor e daquela realidade, por completo.
Depois de ler o livro, senti um enorme vazio.
Queria tanto que houvesse um segundo volume.
Queria saber o que teria acontecido às personagens reais retratadas na obra.
Investiguei e consegui. Senti que a minha necessidade tinha sido sentida por milhões de leitores em todo o mundo. Somos todos tão iguais, em determinados momentos... Temos reacções tão humanamente idênticas!
E não sei se me sinto reconfortada, por saber tudo.
Sheila (one child), de 6 anos também escolheu a raposa, o principezinho, a rosa e a palavra "cativar" para ser mais feliz.
Biscoitos com geleia de amora silvestre e um belo cappucino cheio de natas bem mimosas
sexta-feira, 23 de março de 2007
São rosa, senhor, são rosas!
(...)
- Vem brincar comigo, disse o principezinho. Estou tão triste...
- Não posso brincar contigo, disse a raposa. Ainda ninguém me cativou.
- Ah! desculpa, disse o principezinho.
Mas depois de ter reflectido, acrescentou:
- O que quer dizer "cativar"?
(...)
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços...".
- Criar laços?
- Exactamente, disse a raposa. Para mim não passas ainda de um rapazinho muito parecido com cem mil rapazinhos. E não preciso de ti. E tu também não precisas de mim. Para ti sou apenas uma raposa semelhante a cem mil outras raposas. Mas, se me cativares, teremos necessidade um do outro. Para mim serás único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- Começo a compreender, disse o principezinho. Há uma flor... creio que ela me cativou...
(...)
- A minha vida é monótona. Caço galinhas e os homens caçam-me. Todas as galinhas são parecidas umas com as outras e todos os homens são parecidos uns com os outros. Por isso aborreço-me um pouco. Mas se me cativares, a minha vida ficará como que iluminada pelo sol. Conhecerei um ruído de passos que será diferente de todos os outros. Os outros passos fazem-me meter debaixo da terra. Os teus, chamar-me-ão para fora da toca, como uma música. E além disso, olha! Vês, além, os campos de trigo? Não me alimento de pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, far-me-á lembrar de ti. E amarei o som do vento no trigo...
A raposa calou-se e olhou durante muito tempo o principezinho:
- Por favor... cativa-me! disse ela.
(...)
- O que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É necessário ser paciente, respondeu a raposa. Sentas-te primeiro um pouco longe de mim, assim, na erva. Eu olhar-te-ei pelo canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é fonte de mal-entendidos. Mas, de dia para dia, poderás sentar-te um pouco mais perto...
(...)
Foi assim que o principezinho cativou a raposa. E quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Vou chorar.
- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não te queria fazer mal, mas quiseste que te cativasse...
- Quis, disse a raposa.
- Mas vais chorar! disse o principezinho.
- Vou, disse a raposa.
- Então não ganhas nada com isso!
- Ganho, disse a raposa, por causa da cor do trigo.
Depois acrescentou:
- Vai olhar outra vez as rosas. Compreenderás que a tua é única no mundo. Voltarás para me dizer adeus, e eu dou-te de presente um segredo.
O principezinho foi ver outra vez as rosas:
- Não são de modo nenhum parecidas com a minha rosa, vocês ainda não são nada. Ninguém vos cativou, nem vocês cativaram ninguém. São como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas fiz dela minha amiga e agora ela é única no mundo.
E as rosas ficaram muito incomodadas.
(...)
E voltou para junto da raposa:
- Adeus, disse ele...
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, de modo a poder recordar-se.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho para se recordar.
- Os homens esqueceram esta verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tornas-te eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és o responsável pela tua rosa...
- Sou o responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, para se recordar.
in O Principezinho (Antoine de Saint-Exupéry)
- Vem brincar comigo, disse o principezinho. Estou tão triste...
- Não posso brincar contigo, disse a raposa. Ainda ninguém me cativou.
- Ah! desculpa, disse o principezinho.
Mas depois de ter reflectido, acrescentou:
- O que quer dizer "cativar"?
(...)
- É uma coisa muito esquecida, disse a raposa. Significa "criar laços...".
- Criar laços?
- Exactamente, disse a raposa. Para mim não passas ainda de um rapazinho muito parecido com cem mil rapazinhos. E não preciso de ti. E tu também não precisas de mim. Para ti sou apenas uma raposa semelhante a cem mil outras raposas. Mas, se me cativares, teremos necessidade um do outro. Para mim serás único no mundo. E eu serei para ti única no mundo...
- Começo a compreender, disse o principezinho. Há uma flor... creio que ela me cativou...
(...)
- A minha vida é monótona. Caço galinhas e os homens caçam-me. Todas as galinhas são parecidas umas com as outras e todos os homens são parecidos uns com os outros. Por isso aborreço-me um pouco. Mas se me cativares, a minha vida ficará como que iluminada pelo sol. Conhecerei um ruído de passos que será diferente de todos os outros. Os outros passos fazem-me meter debaixo da terra. Os teus, chamar-me-ão para fora da toca, como uma música. E além disso, olha! Vês, além, os campos de trigo? Não me alimento de pão. O trigo para mim é inútil. Os campos de trigo não me lembram coisa alguma. E isso é triste! Mas tu tens cabelos cor de ouro. Então será maravilhoso quando me tiveres cativado. O trigo, que é dourado, far-me-á lembrar de ti. E amarei o som do vento no trigo...
A raposa calou-se e olhou durante muito tempo o principezinho:
- Por favor... cativa-me! disse ela.
(...)
- O que é preciso fazer? perguntou o principezinho.
- É necessário ser paciente, respondeu a raposa. Sentas-te primeiro um pouco longe de mim, assim, na erva. Eu olhar-te-ei pelo canto do olho e tu não dirás nada. A linguagem é fonte de mal-entendidos. Mas, de dia para dia, poderás sentar-te um pouco mais perto...
(...)
Foi assim que o principezinho cativou a raposa. E quando chegou a hora da partida, a raposa disse:
- Ah! Vou chorar.
- A culpa é tua, disse o principezinho, eu não te queria fazer mal, mas quiseste que te cativasse...
- Quis, disse a raposa.
- Mas vais chorar! disse o principezinho.
- Vou, disse a raposa.
- Então não ganhas nada com isso!
- Ganho, disse a raposa, por causa da cor do trigo.
Depois acrescentou:
- Vai olhar outra vez as rosas. Compreenderás que a tua é única no mundo. Voltarás para me dizer adeus, e eu dou-te de presente um segredo.
O principezinho foi ver outra vez as rosas:
- Não são de modo nenhum parecidas com a minha rosa, vocês ainda não são nada. Ninguém vos cativou, nem vocês cativaram ninguém. São como era a minha raposa. Era uma raposa igual a cem mil outras. Mas fiz dela minha amiga e agora ela é única no mundo.
E as rosas ficaram muito incomodadas.
(...)
E voltou para junto da raposa:
- Adeus, disse ele...
- Adeus, disse a raposa. Eis o meu segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos.
- O essencial é invisível para os olhos, repetiu o principezinho, de modo a poder recordar-se.
- Foi o tempo que perdeste com tua rosa que fez tua rosa tão importante.
- Foi o tempo que perdi com a minha rosa... repetiu o principezinho para se recordar.
- Os homens esqueceram esta verdade, disse a raposa. Mas tu não a deves esquecer. Tornas-te eternamente responsável por aquilo que cativas. Tu és o responsável pela tua rosa...
- Sou o responsável pela minha rosa... repetiu o principezinho, para se recordar.
in O Principezinho (Antoine de Saint-Exupéry)
domingo, 18 de março de 2007
O Aviso
A bike de sof**

não é que eu seja a rapariga mais adepta do desporto, mas estava uma dia lindo e ninguem na cidade...agora vou prometer, ao jeito daquelas promessas de ano novo, que "todos os fin-de-semana vou andar pelo menos uma hora de bike". espero ir dando noticias dos meus progressos.....
hoje andei duas horas altamente proveitosas, percorri toda a cidade de aveiro, tirei fotos e quase enloqueci o meu companheiro de viagens.
foi o máximo!!!!
ps. foto by companheiro_enlouquecido :)
quinta-feira, 15 de março de 2007
a placa vitrocerâmica
Agora vou ter uma placa vitrocerâmica e um forno daqueles mimosinhos e até uma chaminé de metal. E o velho fogão vai-se embora, para os monstros domésticos. Coitado! Com ele vai também a chaminé de madeira, um pouco engordurada pelo uso e pelo tempo. Coitada!
Estava a tralha nova no chão do terraço ainda empacotada, à espera de ser instalada...
Passou o Jimi por lá... Cheirou e Zás!
Nada melhor que uma boa xixizada para marcar os novos instrumentos de cozinha. LOL
Levou uma sapatada com a mão da mãe e um: "Ai que tu!"
Senti pena, levantei-lhe a orelha e disse-lhe ao ouvido que não fazia mal. Ele ficou mais descansado e chiou.
Estava a tralha nova no chão do terraço ainda empacotada, à espera de ser instalada...
Passou o Jimi por lá... Cheirou e Zás!
Nada melhor que uma boa xixizada para marcar os novos instrumentos de cozinha. LOL
Levou uma sapatada com a mão da mãe e um: "Ai que tu!"
Senti pena, levantei-lhe a orelha e disse-lhe ao ouvido que não fazia mal. Ele ficou mais descansado e chiou.
o tiburon
QUEM É O TUBARÃO DA TELENOVELA DA MARIA LAURINDA?
AI QUE NEM DURMO A PENSAR NISSO!
LAURINDINHA DA FUNSECA
AAHAHAHAHAH!
ESCREVAM AQUI, CANECO!
AI QUE NEM DURMO A PENSAR NISSO!
LAURINDINHA DA FUNSECA
AAHAHAHAHAH!
ESCREVAM AQUI, CANECO!
quarta-feira, 7 de março de 2007
ele ha coisas.....


Acabei de chegar a casa e então deu-se a seguinte ordem de acasos:
por acaso ouvi na tv a musica I Dig dos incubus
por acaso a tv estava na sic radical
por acaso fui a correr ver se nao estava a ouvir mal
por acaso fui a correr buscar a minha machine
e por acaso tirei a foto no ultimo segundo que o carlos apareceu!!!!!!
ele há coisas do demo
terça-feira, 6 de março de 2007
As doenças
Serei hipocondríaco?
Um gato tão redondo e mimalho só podia dar em maníaco das doenças.
Não é que fui dar comigo a pensar que tinha os maiores males do mundo?
E chorava e chorava no ninho...
Fui ao médico e pedi mil exames.
Mas fuma?
Mas bebe?
Mas tem problemas psíquicos?
Mas tem comportamentos de risco?
Não, mas estou mto mal Buáááááááááááááá!!!!!!!
Tenho medo de morrerrrrrrr Buááááááá!!!!!!
E lá ando com os exames às costas, cheio de medo dos resultados...
Já não choro e as dores parecem ter acalmado...
Mas sinto umas picadas... e um cansaço de coisa nenhuma e uns bichos a enervarem-me a cabeça...
Aiiiiiiiiiiiiiiiii!
Que me sinto tão estranho!
Biscoitos mal temperados com ar de apatia e aborrecimento total: físico e psicológico.
Um gato tão redondo e mimalho só podia dar em maníaco das doenças.
Não é que fui dar comigo a pensar que tinha os maiores males do mundo?
E chorava e chorava no ninho...
Fui ao médico e pedi mil exames.
Mas fuma?
Mas bebe?
Mas tem problemas psíquicos?
Mas tem comportamentos de risco?
Não, mas estou mto mal Buáááááááááááááá!!!!!!!
Tenho medo de morrerrrrrrr Buááááááá!!!!!!
E lá ando com os exames às costas, cheio de medo dos resultados...
Já não choro e as dores parecem ter acalmado...
Mas sinto umas picadas... e um cansaço de coisa nenhuma e uns bichos a enervarem-me a cabeça...
Aiiiiiiiiiiiiiiiii!
Que me sinto tão estranho!
Biscoitos mal temperados com ar de apatia e aborrecimento total: físico e psicológico.
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007
Maria Destruidora de Lares

E pronto, ei-la, Maria, do ano da graça de 2005, este felino do sexo feminino entretém-se a destruir tudo o que está pacificamente à sua volta. No entanto tem momentos de calma e serenidade e ternura extrema. Motor potente nas horas de sono, ouve-se o ronronar de um quarto para o outro, aceleração rapidíssima nas horas de vigília. Assim é a Maria Destruidora de Lares, uma tola que um dia invadiu a minha vida e que tudo indica deverá ficar uns bons anitos rrrrauuu
O Jimi Spike com ciúmes de Xiro?
Antes que o labradorzinho do sucesso XIRO (de chi e de hero) venha preencher estas páginas de blog, que laro que eu como gato vaidoso, tenho de mostrar mais fotos do meu bicho peludo e doudo, que não rebola, não dá a pata, não faz xixi em local certo, não obedece, esburaca na terra, foge de casa, rói como um rato, mas...
ATENÇÃO!
Não larga baba em lado nenhum! Ah, pois é! Ele não se baba. Por isso e também por ganir como um bebé e por se enroscar em mim como um urso... É considerado o melhor cão do mundo, depois da sua mãe Kikas, do pinscher gordo Bimbo e da Grand Danois Lady... O Jimi Spike é o verdadeiro "cão"!

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2007
quinta-feira, 15 de fevereiro de 2007
Mas ondé que andam?
Atão, escrevem e depois apagam os comentários?
Ai, ai, ai!
E... onde é que vocês andam, seus guerreiros duma figueira brava?
Toca a escrevinhar!
Biscoito de açúcar amarelo e fondue de moranguinho em chocolate.
Ai, ai, ai!
E... onde é que vocês andam, seus guerreiros duma figueira brava?
Toca a escrevinhar!
Biscoito de açúcar amarelo e fondue de moranguinho em chocolate.
sexta-feira, 9 de fevereiro de 2007
Esta miúda põe-me louco!
Eu, Biscoito, gato de confiança, amigo da justiça e do bem, venho por este meio efectuar uma acusação. Aqui vai:

Esta criatura infernal, de seu nome Diana, anda a exibir o videoclip para os Incubus, do estimado ratazano Espigoum K, aos seus amigos, amigas, familiares, colegas de Portugal e do estrangeiro.
Mais grave do que isso, anda a pedir às pessoas, sempre toda contente, que votem no trabalho do ratão.
Ora, eu não sei se o meu amigo dos dentes limados quer que se faça justiça e que finalmente o deixem em paz.
Não me importaria nada em ter de morder esta bonequinha dos diabos como se fosse uma almondega tenrinha.
É só pedir... que eu acabo com a sua raça demoníaca.
Ronrinices para quem é de bem...
Biscoitos de framboesa e pão de alho com queijo

Esta criatura infernal, de seu nome Diana, anda a exibir o videoclip para os Incubus, do estimado ratazano Espigoum K, aos seus amigos, amigas, familiares, colegas de Portugal e do estrangeiro.
Mais grave do que isso, anda a pedir às pessoas, sempre toda contente, que votem no trabalho do ratão.
Ora, eu não sei se o meu amigo dos dentes limados quer que se faça justiça e que finalmente o deixem em paz.
Não me importaria nada em ter de morder esta bonequinha dos diabos como se fosse uma almondega tenrinha.
É só pedir... que eu acabo com a sua raça demoníaca.
Ronrinices para quem é de bem...
Biscoitos de framboesa e pão de alho com queijo
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007
Caminhos
- Poderia dizer-me, por favor, que caminho deverei tomar a partir daqui?
- Isso depende muito de onde queres ir - respondeu o gato.
- Não me interessa muito onde - respondeu Alice.
- Então não interessa que caminho tomar - disse o gato.
- Desde que chegue a algum lado - acrescentou Alice, à laia de explicação.
- Oh, e chegarás, com certeza - afirmou o gato - se andares o tempo suficiente...
("Alice no País das Maravilhas", Lewis Carroll)
..........................
"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
(...)
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!
("Cântico Negro", José Régio)
- Isso depende muito de onde queres ir - respondeu o gato.
- Não me interessa muito onde - respondeu Alice.
- Então não interessa que caminho tomar - disse o gato.
- Desde que chegue a algum lado - acrescentou Alice, à laia de explicação.
- Oh, e chegarás, com certeza - afirmou o gato - se andares o tempo suficiente...
("Alice no País das Maravilhas", Lewis Carroll)
..........................
"Vem por aqui" - dizem-me alguns com os olhos doces
Estendendo-me os braços, e seguros
De que seria bom que eu os ouvisse
Quando me dizem: "vem por aqui!"
Eu olho-os com olhos lassos,
(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)
E cruzo os braços,
E nunca vou por ali...
(...)
Ah, que ninguém me dê piedosas intenções!
Ninguém me peça definições!
Ninguém me diga: "vem por aqui"!
A minha vida é um vendaval que se soltou.
É uma onda que se alevantou.
É um átomo a mais que se animou...
Não sei por onde vou,
Não sei para onde vou
- Sei que não vou por aí!
("Cântico Negro", José Régio)
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