terça-feira, 5 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 23 de janeiro de 2008
Salvem o TotoLoto!!!

Confesso aqui perante todos que desisti oficialmente de jogar no Euromilhões.
Na semana passada tomei a iniciativa de jogar no Totoloto e as reacções tÊm sido surpeendentes!!!!
Tanto na semana passada como esta semana as pessoas dos quiosques olharam com um elevado teor de espanto quando me perguntavam pela segunda vez "Euromilhoes?" e eu "Nao, nao; Totoloto!". Para essas pessoas o Totoloto morreu e para mim também estavam em fase comatosa, mas eu ressuscitei-o em mim. Então nao é que eu ja nao me lembrava que por apenas 0,80€ se faziam 2 apostas! Claro que o prémio é incomparável ao Euromilhoes, mas sejamos honestos, esses prémios só saem mesmo aos outros... Agora o meu novo amor é o Totoloto e peço a todos que "Salvem o Totoloto" do esquecimento.
quinta-feira, 17 de janeiro de 2008
Flight of the conchords
Pensei escrever qqr coisa sobre esta nova série, mas acho que simplesmente nunca estaria à altura, portanto optei por deixar aqui um cheirinho do início:
Começa assim:
- man, back in new zealand i was getting it on with a lot of chicks. (...) here, though, i don't seem to get with any women, i just talk about getting with women - yeah, but the ones you talk about are hot, they are hotter than the ones you got on in new zealand.
- that's true. i do talk about getting on with some pretty hot women.
- you don't just talk about it, man, you talk about it a lot.
- yeah, i suppose i do talk a lot about getting with some very hot women
Entretanto:
Looking round room,
I can tell that you
Are the most beautiful girl in the...room.
In the whole wide room
Oooh.
And when you're on the street
Depending on the street
I bet you are definitely in the top three
Good looking girls on the street
Depending on the street
(...)
I dim the lights down very low, here we go
You're so beautiful
You could be a waitress
You're so beautiful
You could be an air hostess in the 60s
You're so beautiful
You could be a part...time...model
And then I seal the deal
I do my moves
I do my dance moves
It's twelve oh two
Just me and you
And seven other dudes
Around you on the dance floor
I draw you near
Let's get outta here
(...)
Cause you're so beautiful
Like a, tree
Or a high-class prostitute
You're so beautiful
Mmm, you could be a part-time model
But you'd probably have to keep your normal job
A part-time model!
Spending part of your time, modelling,
and part of your time, next to meeeeeeeeee!
My place is usually tidier than this...
Mas a coisa não corre bem:
- i don't think we should see each other again. i think it's best if we just pretend this never happened.
- maybe we could have a break...
- break? there is no relationship.
- yet. we could start with a break.
Começa assim:
- man, back in new zealand i was getting it on with a lot of chicks. (...) here, though, i don't seem to get with any women, i just talk about getting with women - yeah, but the ones you talk about are hot, they are hotter than the ones you got on in new zealand.
- that's true. i do talk about getting on with some pretty hot women.
- you don't just talk about it, man, you talk about it a lot.
- yeah, i suppose i do talk a lot about getting with some very hot women
Entretanto:
Looking round room,
I can tell that you
Are the most beautiful girl in the...room.
In the whole wide room
Oooh.
And when you're on the street
Depending on the street
I bet you are definitely in the top three
Good looking girls on the street
Depending on the street
(...)
I dim the lights down very low, here we go
You're so beautiful
You could be a waitress
You're so beautiful
You could be an air hostess in the 60s
You're so beautiful
You could be a part...time...model
And then I seal the deal
I do my moves
I do my dance moves
It's twelve oh two
Just me and you
And seven other dudes
Around you on the dance floor
I draw you near
Let's get outta here
(...)
Cause you're so beautiful
Like a, tree
Or a high-class prostitute
You're so beautiful
Mmm, you could be a part-time model
But you'd probably have to keep your normal job
A part-time model!
Spending part of your time, modelling,
and part of your time, next to meeeeeeeeee!
My place is usually tidier than this...
Mas a coisa não corre bem:
- i don't think we should see each other again. i think it's best if we just pretend this never happened.
- maybe we could have a break...
- break? there is no relationship.
- yet. we could start with a break.
domingo, 6 de janeiro de 2008
Parabens ao Container_Geral
segunda-feira, 24 de dezembro de 2007
Boas Festas
Quero desejar um Feliz Natal, cheio de tudo aquilo que nos faz felizes :)
Muitos beijinhos rebanadeiros para todos nós :)
E dia 27 lá estaremos para contar tudo...
Biscoitos com canela e açúcar e um belo choco mokaccino de café e chocolate e pós de canela... Viva a redundância e o pleonasmo e tb a repetição de ideias... Eheheh!
domingo, 23 de dezembro de 2007
A todos um bom nata-a-a-a-aaal...
segunda-feira, 17 de dezembro de 2007
LINDOOOOO
VIbro com esta cena como se ainda tivesse 12 anos. é daquelas coisas que ficam para sempre.
terça-feira, 11 de dezembro de 2007
Curtam so a novidade!!!
eh pá
num outro blog que eu navego ocasionalmente, descobri que podemos ser classificados em relação aos conteúdos publicados. fiz o teste com o nosso container_geral e vai daí e temos um elevadíssimo teor de conversação!!
e esta heim!
ver: barra lateral direita a seguir às faqs
num outro blog que eu navego ocasionalmente, descobri que podemos ser classificados em relação aos conteúdos publicados. fiz o teste com o nosso container_geral e vai daí e temos um elevadíssimo teor de conversação!!
e esta heim!
ver: barra lateral direita a seguir às faqs
quarta-feira, 5 de dezembro de 2007
Vida de gato
OLÁÁÁÁAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA!
Ainda estou vivo.
Miauuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!
Tenho pêlos brancos.
Tantos!
Ainda estou vivo.
Miauuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu!
Tenho pêlos brancos.
Tantos!
sábado, 1 de dezembro de 2007
Sou só eu que acho que...
... esta música assenta que nem uma luva ao xôr Manson?
Logo na 1.ª vez que vi este vídeo, achei que havia uma 'vibe' muito Golden Age of Grotesque. E como acho que ninguém mastiga as músicas dos outros e as vomita como 100% suas como o MM...
Ou, então, não... e não passo de uma herege...
Logo na 1.ª vez que vi este vídeo, achei que havia uma 'vibe' muito Golden Age of Grotesque. E como acho que ninguém mastiga as músicas dos outros e as vomita como 100% suas como o MM...
Ou, então, não... e não passo de uma herege...
quarta-feira, 21 de novembro de 2007
"The beautiful people" - full report
Puro e duro, este é o full report sobre o concerto mais envolto em polémica folclórico-gótica-mediática deste mês no cantinho à beira mar esquecido (e por um lado, ainda bem).
A noite começa com a banda de abertura que deixou algumas cabeças a funcionar - "Turbonegro... são portugueses não são?". Não, os Turbo' são da terra do bacalhau - Noruega - e inclusive pelo meio da actuação muito particular (antes de um concerto "mainstream" - seja lá isso o que for, right?) que fizeram, o vocalista perguntou "Do you want Bacalhau??!" LOL...

Tocaram algumas músicas que eu não conhecia, pois deveriam ser da primeira fase da banda - que já tem mais de 15 anos e parece ser a orgulhosa portentora da reputação de banda com maior legião de fãs a nível mundial... discutível provavelmente, mas eu sou um desses dígitos, é o que é certo -, mas pelo meio saíram uma mão cheia de canções da sua fase mais recente, mesmo assim caustica.
Uma boa parte da plateia deve ter ficado de boca aberta: "5 homens vestidos e pintados como fetishe carnavalesco homosexual à la 80s???". Yep, Tanto foi assim, como sem rodeios começaram com o verso 'guitarrado' "All my friends are dead!(...)", e logo quem foi apanhado de surpresa ficou em terrível desvantagem, sabendo quem os conhecia que seria o início de uma actuação puramente punk e cheia de versos provocadores. "Do you dig destruction" foi ainda legendada ao público num dos momentos de comunicação com o público como um tema acerca do modo de vida luxuriosamente decadente adoptada por muitas jovens adolescentes americanas - o que é um ponto muito interessante, visto que a jovem-mais-recente-aquisição-amorosa do Sr. protagonista e cabeça de cartaz foi protagonista do filme "thirteen" exactamente sobre esse mesmo tema de degradação adolescente.
Neste con'turbado e negro concerto, o vocalista mal se ouvia, e mal se preocupava com isso, a passear o seu manto de "peles" e o seu enfeite de couro cruzado no peito à He-man, pois os poucos fãs que lá estavam para os ver cantavam por ele, e os coros tão típicos do punk, estavam também presentes. Celebração animada sobre o caos e destruição, das prestações mais honestas no que diz respeito ao punk, existente nos nossos dias, capaz de orgulhar os pioneiros.

passaram-se uns 40 minutos. Um pano enorme, do tecto ao chão caído, preto e com os M's ensanguentados da nova linha gráfica Marilyn estavam entre nós e o que quer que se passasse no palco.
Passado esse tempo, uma silhueta provocou um trovejar de gritos, e a calma com que aquela silhueta acolhia os gritos, imperturbável, era familiar e inconfundível. Cai o pano, e começam as pulsações manchadas de negro. "If I was your vampire", com um Marylin a segurar impaciente uma faca com microfone no cabo, Ginger Fish regressado à banda por trás da bateria, o novo braço direito do Brian, desde o Golden Age of Grotesque, Tim Skold, na guitarra apesar de ter começado originalmente como baixista, o fiel MW Gacy nas teclas, e no baixo, um elemento novo também vestido a rigor.
Todos dentro do espírito original da banda, de "debaucherie" degradante e demente, onde Manson era quem mais se destacava como elemento mais sóbrio lá no meio. Um sorriso de satisfação rasgava a cara do A.Superstar, tal deveria ser a satisfação de ter elementos atrás de si dispostos, até mais do que ele quereria há uns bons meses, em manter a chama agressiva da banda bem viva. De um dia natalício nostálgico e assombrado, o bater do ritmo inquietante e dos movimentos 'espásmicos' do vocalista, a orientação do braço deste da direita para a esquerda dá lugar a um enorme relógio que substitui a meia lua gigante que forma o cenário. Não decepciona, uma das melhores músicas do novo álbum, e a conclusão explosiva é isso mesmo, acabando como um embate perfeito e limpo. Até dava a sensação que faltava alguma coisa... E faltava, mas não por muito tempo.
Uma entrada explosiva para "Disposable teens" colocou o resto dos fãs perplexos numa fúria entusiasmante, e as vozes já começavam a verdadeiramente aquecer para os hinos, satisfeitos que começavam a ficar os fiéis da frente que acolhiam com agrado uma das malhas mais cruas de um artista que sempre soube como golpear feridas. Sem grandes rodeios; apenas, começou, explodiu, e toda a gente aplaudiu.
Logo de seguida vinha uma das primeiras intervenções com o público "Sing: "Be mobscene, Be-he mobsc.." e já todos sabiam o que fazer. Single pesado com contornos de festa - não fosse um dos versos "put on your best suit" -, que apesar de roubar o refrão à "Be agressive" dos Faith no More, conseguiu pôr toda a massa em coro e com vontade de ser recompensada com tudo aquilo a que tinham direito, tal foi o entusiasmo com que o público recebeu esse malgorado-hino/presságio vindo do G.A.o.Grotesque.
E não podia ter havido melhor recompensa para um bom fã de Marilyn, do que duas grandes músicas do seu mais consensual disco, seguidas.
"Tourniquet" explodiu no meio da plateia, e conseguiu paralizá-la para a fazer olhar o protagonista quando já eram os seus pulmões que entravam em combustão, tal era a fidelidade do cantor para com os gritos de um grande hino. Sinceramente, um dos melhores momentos de qualquer concerto de Marilyn Manson a que assisti - e não foi preciso artifícios. Surpreendeu quem dele duvidava, e provou que está em grande forma. Os músicos oscilavam entre um cambalear rítmico e uma atitude vigorosa, que não deixava entrar uma única falha que fosse no intrumental. Era fantástica a satisfação na cara do Ginger Fish(bateria), por estar de volta àquela casa. E notava-se a devoção que o novo braço-direito do Brian dedicava aos clássicos.
Tudo isto voltou a ser sublinhado com mais um momento em que apenas duas coisas eram precisas: a música, e a presença descomprometida de quem a toca: "Irresponsable Hate Anthem". Brutal. Por esta altura eu já nem sabia quanto tempo tinha passado, o que viria a seguir, nada... A plateia era um circo, e eu fazia parte dos que estavam a ouvir e a ser ouvidos. Tudo o que havia para descarregar, fora logo ali descarregado; palavras, gestos... dois momentos muito intensos, e inesquecíveis, principalmente para alguém que esperava apenas encontrar uma sombra do que este artista já foi. Fica a prova de que se o é, é apenas porque quer, e que continua a ser ele mesmo. Sem palavras sobre esta combinação "Touniquet/Irresponsable..."
Só por isto já havia valido a pena.
"Are you the rabbit", do novo álbum, fez muita gente matutar nas características 'Portrait of an American Family' que o novo álbum ainda consegue transpirar, enquanto dava um dos melhores momentos do espectáculo: Uma cadeira gigante servia de palco para Manson, que, minúsculo nela sentado, contorcia-se e praticava uma espécie de table-dance-tosca e surpreendente, enquanto cantava, fazendo sempre lembrar o tema Carrolliano, de "Alice no país das maravilhas", em que o título era evidentemente a pista necessária para a associação, e onde o verso "Faster, I'm late, I'm late" só fazia os fãs insanamente espumar pelo que quer que de clássico viesse a seguir àquele momento verdadeiramente hipnótico. Sempre que alguma música recebia a cumplicidade de um artefacto de palco, haviam segundos de espera; nesses segundos, tudo ficava preto...
...de entre o preto, uma das primeiras conclusões seria tirada: depois da ressaca, e de entender que precisava da música e do público, Manson percebeu que deveria dar ao público o que é do público. Daí, que, visto que algumas músicas já não lhe pertencem e passaram a fugir da boca dos seus fãs, tomou a iniciativa de lhes dar logo a eles à partida esse protagonismo.
É através do escuro, apenas com binóculos iluminados na cabeça, que banhavam luz sobre o público - a única fonte de iluminação -, que começavam os primeiros acordes de "Sweet dreams". Ele cantava, mas ninguém o via, e não era importante. Os iluminados, que também cantavam, em coro, eram a quem ele dava mais importância nesse momento. Aos poucos as luzes começavam a iluminar os músicos, e no segundo refrão, o poder já tinha sido entregue por completo ao anfitrião, que após um momento de interacção com o público, roubando da esquerda, da direita e do meio os tradicionais versos em coro, dava início à intromissão da antiguinha "Lunchbox" na inacabada versão dos Eurithmics, com o público a conceder os seus "I wanna grow up, I wanna be, a big rockin' roll star!...". (Dá ideias...) E arranca assim até ao fim da música do 'Portrait..' onde o público já rendido, só esperava mais música para celebrar.
Tudo preto, novamente, e viam-se uns delimitadores de "passadeira vermelha" a serem colocados como que a delimitar um ringue e um microfone que descia de cima. "Fight song"! Ainda alguém estava com adrenalina a mais? Manson em robe-de-boxe rompia clichées enquanto o Pavilhão Atlântico se transformava num mar de "Fight, Fight, Fight, Fight(s)..".
Depois de tal prenda de natal com 3/6 (já)clássicos quase seguidos, o público recebeu de braços abertos uma das mais polémicas(a nível de qualidade de composição) músicas do novo álbum. Não importava, ele tinha esse direito. Era ela "Putting Holes in hapiness".
Soou bem. Logo de seguida, mais uma nova. A do videoclip com uma menina de óculos aos coraçõesinhos: "Heart-shaped glasses". A actuação desta música, na íntegra, foi uma coisa muito interessante. Primeiro, a nova musa do pálido Manson estava presente, e a filmar, imagine-se, com os ditos óculos postos (não era encenação, pois só que estivesse muito perto do palco é que via :'P ), e o Manson ao ver aquilo passou-se. Foi ter com ela, todo lamechas, cumprimentá-la como deve ser.. e depois... nem sabia o que havia de fazer, se voltar para o meio do palco, se que fazer. Pobre Manson, ela dá cabo dele. lol... Ele bem que punha as mãos à cabeça e suspirava ainda a música se preparava para lhe dar espaço para ele começar a cantar e ele ainda indeciso... Lá atinou, profissionalmente em fazer o que lhe compete, mas... não ficou por aqui. Naquilo que foi um dos raros momentos, no que diz respeito a concertos deste calibre em Portugal, uma menina às cavalitas do seu D. Quixote foi generosa com o sr. Manson, que não parava de desenhar círculos no ar a sugerir alguma coisa. E ela mostrou alguma coisa. E o Manson também foi generoso e... lol... atirou-lhe uns óculos aos corações (iguais aos da sua amada), que entusiasmada fã imediatamente colocou nos olhos.
Quem diria que um single radiofónico em concerto daria lugar a situações interessantes como estas. :')
Se não estou em erro... pois já estava mais perdido, do que encontrado, a "Dope Show" entrou guiada por o som de sirenes. O que deu logo ambiente à coisa. (apesar de tudo)É uma música do 'Mechanical Animals', está tudo dito... "debaucherie à la chanson"(don't ask, acabei de inventar... X'D= )
Mas ainda havia mais uma do 'M.A.' na cartola, e então apareceu um Manson de chapéu de Cowboy-das-petrolíficas/ou-então-das-editoras, e colete a condizer, com armas desenhadas, se não me engano (I'm confused..) a cantar "The Rock, is better than deead!" As luzes davam o ambiente fantástico que era necessário, tal como durante todo o concerto, e só faltava vê-lo lá vestido como no videoclip para a banda sonora do Matrix, mas os olhos estavam lá, com a tira vermelha desse visual a marcar presença.
Ainda houve tempo para uma introdução com a misteriosa última faixa do 'Antichrist...' a passar em tape/gravação. A tal em que ele apenas diz qualquer coisa que muita gente não percebe e todos especulam sobre o que seja.
Daí a banda entra para a música do púpito - "REFLECTING GOD". Ele é político, ele é personalidade em conferência de imprensa, ele destrói os microfones todos, mete-os abaixo, atira-os ao chão, e pende melhor do que uma marioneta quase a cair do tal púpito ao chão. O sermão é debitado, as almas que ainda penam pela plateia não penam de forma alguma; era mesmo aquilo que todos queriam. (Bem... alguns ainda reclamam, mas todos têm consciência que já foi muito bom mesmo assim..) Minutos de extrema intensidade, em que o clássico dos clássicos, entre os temas, é abordado, e todos juntam a sua voz à de Manson, até que quando menos se está à espera, ele, já descido do seu "altar" é erguido por uma plataforma, quase até ao tecto - no joke - enquanto debita "Salvation!", e ninguém tem coragem de tirar os olhos da sua figura, olhando para cima, como se fosse ele o seu... pois, mas isto é só entretenimento, e todos jogámos muito bem o nosso papel. Bem.. pelo menos à frente, pois o resto já não sei. Sei que uns senhores da Antena 3 reclamam que o público foi morno - não à minha volta!
Acho que ainda a sair do púpito, ele tinha uma "bíblia" na mão que, para variar, entrou em combustão mal ele a abriu - the usual show off; sempre bem-vindo.
Mais... ainda houve tempo para um "Antichrist Superstar", em que ele nos dita "REPENT!"... e eu realmente arrependi-me de tanto pensar que ele estava mais para a reforma que outra coisa. E no final, ninguém sentia que já era o final, daí que pedimos e houve o encore. Infelizmente foi só uma música. Felizmente, soou fielmente reproduzida, e nem quis saber que fosse a bilionésima vez que a ouvia.
"The Beautiful people"

X')
A noite começa com a banda de abertura que deixou algumas cabeças a funcionar - "Turbonegro... são portugueses não são?". Não, os Turbo' são da terra do bacalhau - Noruega - e inclusive pelo meio da actuação muito particular (antes de um concerto "mainstream" - seja lá isso o que for, right?) que fizeram, o vocalista perguntou "Do you want Bacalhau??!" LOL...
Tocaram algumas músicas que eu não conhecia, pois deveriam ser da primeira fase da banda - que já tem mais de 15 anos e parece ser a orgulhosa portentora da reputação de banda com maior legião de fãs a nível mundial... discutível provavelmente, mas eu sou um desses dígitos, é o que é certo -, mas pelo meio saíram uma mão cheia de canções da sua fase mais recente, mesmo assim caustica.
Uma boa parte da plateia deve ter ficado de boca aberta: "5 homens vestidos e pintados como fetishe carnavalesco homosexual à la 80s???". Yep, Tanto foi assim, como sem rodeios começaram com o verso 'guitarrado' "All my friends are dead!(...)", e logo quem foi apanhado de surpresa ficou em terrível desvantagem, sabendo quem os conhecia que seria o início de uma actuação puramente punk e cheia de versos provocadores. "Do you dig destruction" foi ainda legendada ao público num dos momentos de comunicação com o público como um tema acerca do modo de vida luxuriosamente decadente adoptada por muitas jovens adolescentes americanas - o que é um ponto muito interessante, visto que a jovem-mais-recente-aquisição-amorosa do Sr. protagonista e cabeça de cartaz foi protagonista do filme "thirteen" exactamente sobre esse mesmo tema de degradação adolescente.
Neste con'turbado e negro concerto, o vocalista mal se ouvia, e mal se preocupava com isso, a passear o seu manto de "peles" e o seu enfeite de couro cruzado no peito à He-man, pois os poucos fãs que lá estavam para os ver cantavam por ele, e os coros tão típicos do punk, estavam também presentes. Celebração animada sobre o caos e destruição, das prestações mais honestas no que diz respeito ao punk, existente nos nossos dias, capaz de orgulhar os pioneiros.
passaram-se uns 40 minutos. Um pano enorme, do tecto ao chão caído, preto e com os M's ensanguentados da nova linha gráfica Marilyn estavam entre nós e o que quer que se passasse no palco.
Passado esse tempo, uma silhueta provocou um trovejar de gritos, e a calma com que aquela silhueta acolhia os gritos, imperturbável, era familiar e inconfundível. Cai o pano, e começam as pulsações manchadas de negro. "If I was your vampire", com um Marylin a segurar impaciente uma faca com microfone no cabo, Ginger Fish regressado à banda por trás da bateria, o novo braço direito do Brian, desde o Golden Age of Grotesque, Tim Skold, na guitarra apesar de ter começado originalmente como baixista, o fiel MW Gacy nas teclas, e no baixo, um elemento novo também vestido a rigor.
Todos dentro do espírito original da banda, de "debaucherie" degradante e demente, onde Manson era quem mais se destacava como elemento mais sóbrio lá no meio. Um sorriso de satisfação rasgava a cara do A.Superstar, tal deveria ser a satisfação de ter elementos atrás de si dispostos, até mais do que ele quereria há uns bons meses, em manter a chama agressiva da banda bem viva. De um dia natalício nostálgico e assombrado, o bater do ritmo inquietante e dos movimentos 'espásmicos' do vocalista, a orientação do braço deste da direita para a esquerda dá lugar a um enorme relógio que substitui a meia lua gigante que forma o cenário. Não decepciona, uma das melhores músicas do novo álbum, e a conclusão explosiva é isso mesmo, acabando como um embate perfeito e limpo. Até dava a sensação que faltava alguma coisa... E faltava, mas não por muito tempo.
Uma entrada explosiva para "Disposable teens" colocou o resto dos fãs perplexos numa fúria entusiasmante, e as vozes já começavam a verdadeiramente aquecer para os hinos, satisfeitos que começavam a ficar os fiéis da frente que acolhiam com agrado uma das malhas mais cruas de um artista que sempre soube como golpear feridas. Sem grandes rodeios; apenas, começou, explodiu, e toda a gente aplaudiu.
Logo de seguida vinha uma das primeiras intervenções com o público "Sing: "Be mobscene, Be-he mobsc.." e já todos sabiam o que fazer. Single pesado com contornos de festa - não fosse um dos versos "put on your best suit" -, que apesar de roubar o refrão à "Be agressive" dos Faith no More, conseguiu pôr toda a massa em coro e com vontade de ser recompensada com tudo aquilo a que tinham direito, tal foi o entusiasmo com que o público recebeu esse malgorado-hino/presságio vindo do G.A.o.Grotesque.
E não podia ter havido melhor recompensa para um bom fã de Marilyn, do que duas grandes músicas do seu mais consensual disco, seguidas.
"Tourniquet" explodiu no meio da plateia, e conseguiu paralizá-la para a fazer olhar o protagonista quando já eram os seus pulmões que entravam em combustão, tal era a fidelidade do cantor para com os gritos de um grande hino. Sinceramente, um dos melhores momentos de qualquer concerto de Marilyn Manson a que assisti - e não foi preciso artifícios. Surpreendeu quem dele duvidava, e provou que está em grande forma. Os músicos oscilavam entre um cambalear rítmico e uma atitude vigorosa, que não deixava entrar uma única falha que fosse no intrumental. Era fantástica a satisfação na cara do Ginger Fish(bateria), por estar de volta àquela casa. E notava-se a devoção que o novo braço-direito do Brian dedicava aos clássicos.
Tudo isto voltou a ser sublinhado com mais um momento em que apenas duas coisas eram precisas: a música, e a presença descomprometida de quem a toca: "Irresponsable Hate Anthem". Brutal. Por esta altura eu já nem sabia quanto tempo tinha passado, o que viria a seguir, nada... A plateia era um circo, e eu fazia parte dos que estavam a ouvir e a ser ouvidos. Tudo o que havia para descarregar, fora logo ali descarregado; palavras, gestos... dois momentos muito intensos, e inesquecíveis, principalmente para alguém que esperava apenas encontrar uma sombra do que este artista já foi. Fica a prova de que se o é, é apenas porque quer, e que continua a ser ele mesmo. Sem palavras sobre esta combinação "Touniquet/Irresponsable..."
Só por isto já havia valido a pena.
"Are you the rabbit", do novo álbum, fez muita gente matutar nas características 'Portrait of an American Family' que o novo álbum ainda consegue transpirar, enquanto dava um dos melhores momentos do espectáculo: Uma cadeira gigante servia de palco para Manson, que, minúsculo nela sentado, contorcia-se e praticava uma espécie de table-dance-tosca e surpreendente, enquanto cantava, fazendo sempre lembrar o tema Carrolliano, de "Alice no país das maravilhas", em que o título era evidentemente a pista necessária para a associação, e onde o verso "Faster, I'm late, I'm late" só fazia os fãs insanamente espumar pelo que quer que de clássico viesse a seguir àquele momento verdadeiramente hipnótico. Sempre que alguma música recebia a cumplicidade de um artefacto de palco, haviam segundos de espera; nesses segundos, tudo ficava preto...
...de entre o preto, uma das primeiras conclusões seria tirada: depois da ressaca, e de entender que precisava da música e do público, Manson percebeu que deveria dar ao público o que é do público. Daí, que, visto que algumas músicas já não lhe pertencem e passaram a fugir da boca dos seus fãs, tomou a iniciativa de lhes dar logo a eles à partida esse protagonismo.
É através do escuro, apenas com binóculos iluminados na cabeça, que banhavam luz sobre o público - a única fonte de iluminação -, que começavam os primeiros acordes de "Sweet dreams". Ele cantava, mas ninguém o via, e não era importante. Os iluminados, que também cantavam, em coro, eram a quem ele dava mais importância nesse momento. Aos poucos as luzes começavam a iluminar os músicos, e no segundo refrão, o poder já tinha sido entregue por completo ao anfitrião, que após um momento de interacção com o público, roubando da esquerda, da direita e do meio os tradicionais versos em coro, dava início à intromissão da antiguinha "Lunchbox" na inacabada versão dos Eurithmics, com o público a conceder os seus "I wanna grow up, I wanna be, a big rockin' roll star!...". (Dá ideias...) E arranca assim até ao fim da música do 'Portrait..' onde o público já rendido, só esperava mais música para celebrar.
Tudo preto, novamente, e viam-se uns delimitadores de "passadeira vermelha" a serem colocados como que a delimitar um ringue e um microfone que descia de cima. "Fight song"! Ainda alguém estava com adrenalina a mais? Manson em robe-de-boxe rompia clichées enquanto o Pavilhão Atlântico se transformava num mar de "Fight, Fight, Fight, Fight(s)..".
Depois de tal prenda de natal com 3/6 (já)clássicos quase seguidos, o público recebeu de braços abertos uma das mais polémicas(a nível de qualidade de composição) músicas do novo álbum. Não importava, ele tinha esse direito. Era ela "Putting Holes in hapiness".
Soou bem. Logo de seguida, mais uma nova. A do videoclip com uma menina de óculos aos coraçõesinhos: "Heart-shaped glasses". A actuação desta música, na íntegra, foi uma coisa muito interessante. Primeiro, a nova musa do pálido Manson estava presente, e a filmar, imagine-se, com os ditos óculos postos (não era encenação, pois só que estivesse muito perto do palco é que via :'P ), e o Manson ao ver aquilo passou-se. Foi ter com ela, todo lamechas, cumprimentá-la como deve ser.. e depois... nem sabia o que havia de fazer, se voltar para o meio do palco, se que fazer. Pobre Manson, ela dá cabo dele. lol... Ele bem que punha as mãos à cabeça e suspirava ainda a música se preparava para lhe dar espaço para ele começar a cantar e ele ainda indeciso... Lá atinou, profissionalmente em fazer o que lhe compete, mas... não ficou por aqui. Naquilo que foi um dos raros momentos, no que diz respeito a concertos deste calibre em Portugal, uma menina às cavalitas do seu D. Quixote foi generosa com o sr. Manson, que não parava de desenhar círculos no ar a sugerir alguma coisa. E ela mostrou alguma coisa. E o Manson também foi generoso e... lol... atirou-lhe uns óculos aos corações (iguais aos da sua amada), que entusiasmada fã imediatamente colocou nos olhos.
Quem diria que um single radiofónico em concerto daria lugar a situações interessantes como estas. :')
Se não estou em erro... pois já estava mais perdido, do que encontrado, a "Dope Show" entrou guiada por o som de sirenes. O que deu logo ambiente à coisa. (apesar de tudo)É uma música do 'Mechanical Animals', está tudo dito... "debaucherie à la chanson"(don't ask, acabei de inventar... X'D= )
Mas ainda havia mais uma do 'M.A.' na cartola, e então apareceu um Manson de chapéu de Cowboy-das-petrolíficas/ou-então-das-editoras, e colete a condizer, com armas desenhadas, se não me engano (I'm confused..) a cantar "The Rock, is better than deead!" As luzes davam o ambiente fantástico que era necessário, tal como durante todo o concerto, e só faltava vê-lo lá vestido como no videoclip para a banda sonora do Matrix, mas os olhos estavam lá, com a tira vermelha desse visual a marcar presença.
Ainda houve tempo para uma introdução com a misteriosa última faixa do 'Antichrist...' a passar em tape/gravação. A tal em que ele apenas diz qualquer coisa que muita gente não percebe e todos especulam sobre o que seja.
Daí a banda entra para a música do púpito - "REFLECTING GOD". Ele é político, ele é personalidade em conferência de imprensa, ele destrói os microfones todos, mete-os abaixo, atira-os ao chão, e pende melhor do que uma marioneta quase a cair do tal púpito ao chão. O sermão é debitado, as almas que ainda penam pela plateia não penam de forma alguma; era mesmo aquilo que todos queriam. (Bem... alguns ainda reclamam, mas todos têm consciência que já foi muito bom mesmo assim..) Minutos de extrema intensidade, em que o clássico dos clássicos, entre os temas, é abordado, e todos juntam a sua voz à de Manson, até que quando menos se está à espera, ele, já descido do seu "altar" é erguido por uma plataforma, quase até ao tecto - no joke - enquanto debita "Salvation!", e ninguém tem coragem de tirar os olhos da sua figura, olhando para cima, como se fosse ele o seu... pois, mas isto é só entretenimento, e todos jogámos muito bem o nosso papel. Bem.. pelo menos à frente, pois o resto já não sei. Sei que uns senhores da Antena 3 reclamam que o público foi morno - não à minha volta!
Acho que ainda a sair do púpito, ele tinha uma "bíblia" na mão que, para variar, entrou em combustão mal ele a abriu - the usual show off; sempre bem-vindo.
Mais... ainda houve tempo para um "Antichrist Superstar", em que ele nos dita "REPENT!"... e eu realmente arrependi-me de tanto pensar que ele estava mais para a reforma que outra coisa. E no final, ninguém sentia que já era o final, daí que pedimos e houve o encore. Infelizmente foi só uma música. Felizmente, soou fielmente reproduzida, e nem quis saber que fosse a bilionésima vez que a ouvia.
"The Beautiful people"
X')
segunda-feira, 12 de novembro de 2007
As perguntas Ruuuugem! (como diria um senhor da tv)
A esta altura do campionato assaltam-me duas questões:
1. Afinal para quando um jantar dos "primeiros cíclicos"?
Já falei com alguns de nós: eu (sim eu falo comigo própria), a sónia, a sofia e a irina.
Falámos em marcar o jantar para o final de Novembro, por causa das agendas já preenchidas em dezembro. O que acham? Até poderiamos marcar num restaurante para não dar trabalho, principalmnte agora que há grávidas entre nós!
2. E, falando em irina, porque é que a irina, não encarna uma personagem das nossas e não manda bitaites aqui no container_geral? Afinal também ela é uma primeira cíclica!
1. Afinal para quando um jantar dos "primeiros cíclicos"?
Já falei com alguns de nós: eu (sim eu falo comigo própria), a sónia, a sofia e a irina.
Falámos em marcar o jantar para o final de Novembro, por causa das agendas já preenchidas em dezembro. O que acham? Até poderiamos marcar num restaurante para não dar trabalho, principalmnte agora que há grávidas entre nós!
2. E, falando em irina, porque é que a irina, não encarna uma personagem das nossas e não manda bitaites aqui no container_geral? Afinal também ela é uma primeira cíclica!
Contra mim falarei!
(Ficou em rascunho e esqueci-me de publicar. - Que gato tão doudo sou!)
Em primeiro lugar, OBRIGADA pelos vossos coments, que muito contente me deixam :)
Contra mim escreverei, porque muito do que eu pensava em Setembro mudou radicalmente. E ainda bem. Tal como a Larissa disse, eu tinha de deixar o tempo correr... Na verdade, todos vocês tinham razão em tudo o que me escreveram :)
Sabem que há muita coisa que se diz sobre os meninos que afinal não corresponde à verdade...
Eles afinal ainda saltam à corda, andam à roda, jogam à macaca, ao lencinho, sabem cantilenas que acompanham com jogos de bater as mãos...
Ainda gostam de desenhos animados do nosso tempo, das histórias da Bela Adormecida, dos encantos de se ser pequenino.
Inventam desenhos e falam com eles como se fossem reais.
Ainda têm algum respeito pelos professores. Repito: "algum".
Sorriem, brincam e riem muito.
No fundo, ainda me fazem muito feliz :)
Para mim, ser professora em 12/11/2007:
É gostar muito num dia e desesperar no dia seguinte.
É ver os cabelos brancos a aparecerem como gnus em "debandada no desfiladeiro".
É chegar à escola e ouvir: "PROFESSORA DIANA" em altos berros e sentir a cara besuntada de mil beijos.
É estar continuamente a pensar em actividades para esta e aquela turma.
É pensar na roupa que se vai vestir no dia seguinte e na quantidade de Kittys que se vão levar penduradas. LOL
É sentir ciúmes, por ver professores serem colocados em lugares que queria que fossem meus.
É sentir que sou uma traidora perante os meus colegas de expressões, que não "mostram tanto trabalho".
É sentir que mesmo assim o trabalho compensa, tendo emconta o salário terrível, as filas de trânsito, as obras nas estradas, os 100 minutos de carro diários, o cansaço, o trabalho em casa.
É a sorte de ser hoje e não o eventual azar de amanhã ou depois.
É poder dar em doida, mas de tédio não morrerei com certeza :)
Em primeiro lugar, OBRIGADA pelos vossos coments, que muito contente me deixam :)
Contra mim escreverei, porque muito do que eu pensava em Setembro mudou radicalmente. E ainda bem. Tal como a Larissa disse, eu tinha de deixar o tempo correr... Na verdade, todos vocês tinham razão em tudo o que me escreveram :)
Sabem que há muita coisa que se diz sobre os meninos que afinal não corresponde à verdade...
Eles afinal ainda saltam à corda, andam à roda, jogam à macaca, ao lencinho, sabem cantilenas que acompanham com jogos de bater as mãos...
Ainda gostam de desenhos animados do nosso tempo, das histórias da Bela Adormecida, dos encantos de se ser pequenino.
Inventam desenhos e falam com eles como se fossem reais.
Ainda têm algum respeito pelos professores. Repito: "algum".
Sorriem, brincam e riem muito.
No fundo, ainda me fazem muito feliz :)
Para mim, ser professora em 12/11/2007:
É gostar muito num dia e desesperar no dia seguinte.
É ver os cabelos brancos a aparecerem como gnus em "debandada no desfiladeiro".
É chegar à escola e ouvir: "PROFESSORA DIANA" em altos berros e sentir a cara besuntada de mil beijos.
É estar continuamente a pensar em actividades para esta e aquela turma.
É pensar na roupa que se vai vestir no dia seguinte e na quantidade de Kittys que se vão levar penduradas. LOL
É sentir ciúmes, por ver professores serem colocados em lugares que queria que fossem meus.
É sentir que sou uma traidora perante os meus colegas de expressões, que não "mostram tanto trabalho".
É sentir que mesmo assim o trabalho compensa, tendo emconta o salário terrível, as filas de trânsito, as obras nas estradas, os 100 minutos de carro diários, o cansaço, o trabalho em casa.
É a sorte de ser hoje e não o eventual azar de amanhã ou depois.
É poder dar em doida, mas de tédio não morrerei com certeza :)
quarta-feira, 31 de outubro de 2007
Dia das bruxas
Estou bastante rouca, com tosse irritante e algumas dores de garganta há alguns dias... Os meninos têm pena de mim e não preciso de falar muito nas aulas (pelo menos isso)...
Ao fim de uma semana entre abóboras cor-de-laranja, morcegos, fantasmas, bruxas e gatos pretos, dentuças e olhos de mau lá conseguimos (eu e as 5 turmas dos meus selvagenzinhos) construir umas bonitas muralhas assombradas, com portas e janelas de meter muuuuuuuuuito medinho!
Empoleirei-me numa cadeira e coloquei-as nas paredes das 2 escolas. Depois, resolvi tapar o resto do espaço com desenhos dos meninos alusivos ao tema e monstros assustadores feitos com rolos de papel higiénico.
Tudo isto deu uma trabalheira doida:
Ó professora, o meu monstro ficou todo sujo de cola!
Olhe o meu! Sem querer, parti-lhe um dente!
Não gostei do meu desenho e por isso rasguei-o!
Posso pintar a abóbora de preto?
Ó professora, estes monstros têm mais de engraçado do que de assustador...
Podíamos cortar a mão e deixar pingar o sangue nas paredes!
Porque é que a outra turma tem uma muralha maior do que a nossa?
O meu desenho vai para o placar? É que se não for... Deito-o já ao lixo!
Ó professora, diga a estes bois e a estas bacas que se calem, senão espeto-lhes uma faca no aparelho digestivo!
Por fim, lá conseguimos fazer tudo...
Vieram os comentários da professora de uma turma, pela boca dos alunos:
Ó professora, a nossa professora Rosinha disse que nos calhou a uma professora de plástica excelente! Ela disse que pode colocar os nossos trabalhos de plástica onde quiser e que a escola é sua!
Ela disse que você está de parabéns.
Sim, e que se vê que se interessa e que trabalha muito bem com os alunos.
Surgiram também os comentários dos meus colegas que estão nas AEC's (activ. enriquecimento curricular) tal como eu:
Para que trabalhaste o Halloween? Não faz parte do programa...
Fazer trabalhos muito bonitos dá beleza à escola, mas vê-se logo que os miúdos não fazem nada... E não nos pagam para trabalhar em casa...
Se aparecesse uma inspecção iam querer saber como é que fizeste aquilo tudo com eles!
Ai as professoras deram-te o plano anual de actividades? A mim não me deram nada... Já estou a ver que há favoritismos...
Conclusão:
As professoras, que no início me criticaram por não fazer nada de jeito, agora acho que já gostam de mim! Pelo menos, é o que tentam transmitir. LOL É que eu agora já não acredito em nada...
Os meus colegas que estavam do meu lado, agora viraram-se contra mim!
Ando continuamente a aprender a viver em sociedade! Uf!
Que vida louca!
Ao fim de uma semana entre abóboras cor-de-laranja, morcegos, fantasmas, bruxas e gatos pretos, dentuças e olhos de mau lá conseguimos (eu e as 5 turmas dos meus selvagenzinhos) construir umas bonitas muralhas assombradas, com portas e janelas de meter muuuuuuuuuito medinho!
Empoleirei-me numa cadeira e coloquei-as nas paredes das 2 escolas. Depois, resolvi tapar o resto do espaço com desenhos dos meninos alusivos ao tema e monstros assustadores feitos com rolos de papel higiénico.
Tudo isto deu uma trabalheira doida:
Ó professora, o meu monstro ficou todo sujo de cola!
Olhe o meu! Sem querer, parti-lhe um dente!
Não gostei do meu desenho e por isso rasguei-o!
Posso pintar a abóbora de preto?
Ó professora, estes monstros têm mais de engraçado do que de assustador...
Podíamos cortar a mão e deixar pingar o sangue nas paredes!
Porque é que a outra turma tem uma muralha maior do que a nossa?
O meu desenho vai para o placar? É que se não for... Deito-o já ao lixo!
Ó professora, diga a estes bois e a estas bacas que se calem, senão espeto-lhes uma faca no aparelho digestivo!
Por fim, lá conseguimos fazer tudo...
Vieram os comentários da professora de uma turma, pela boca dos alunos:
Ó professora, a nossa professora Rosinha disse que nos calhou a uma professora de plástica excelente! Ela disse que pode colocar os nossos trabalhos de plástica onde quiser e que a escola é sua!
Ela disse que você está de parabéns.
Sim, e que se vê que se interessa e que trabalha muito bem com os alunos.
Surgiram também os comentários dos meus colegas que estão nas AEC's (activ. enriquecimento curricular) tal como eu:
Para que trabalhaste o Halloween? Não faz parte do programa...
Fazer trabalhos muito bonitos dá beleza à escola, mas vê-se logo que os miúdos não fazem nada... E não nos pagam para trabalhar em casa...
Se aparecesse uma inspecção iam querer saber como é que fizeste aquilo tudo com eles!
Ai as professoras deram-te o plano anual de actividades? A mim não me deram nada... Já estou a ver que há favoritismos...
Conclusão:
As professoras, que no início me criticaram por não fazer nada de jeito, agora acho que já gostam de mim! Pelo menos, é o que tentam transmitir. LOL É que eu agora já não acredito em nada...
Os meus colegas que estavam do meu lado, agora viraram-se contra mim!
Ando continuamente a aprender a viver em sociedade! Uf!
Que vida louca!
segunda-feira, 29 de outubro de 2007
Recebi um bilhete da Kitty!
E estou a regressar de (mais) uma reunião e lá estava ele pousado no meu teclado: um bilhete (a dar para o minúsculo) com uma letra de quem treina caligrafia com alguma frequência e com a gata cor-de-rosa em background.
Levou-me à minha colecção de "folhinhas" (don't ask! era jovem, mto jovem) -- tanto que não resisti a cheirar o bilhete (na minha colecção, a maior parte dos coleccionáveis tinha cheiro e morango e baunilha eram os mais bem-sucedidos). Não tinha cheiro, mas rapidamente assumi que tinha sido comido pelas viagens na mochila do carteiro.
O que eu gostei de receber um bilhete da Kitty! E as saudades que tenho da Kitty Diabita de Biscoitos e Ovos Kinder...
Levou-me à minha colecção de "folhinhas" (don't ask! era jovem, mto jovem) -- tanto que não resisti a cheirar o bilhete (na minha colecção, a maior parte dos coleccionáveis tinha cheiro e morango e baunilha eram os mais bem-sucedidos). Não tinha cheiro, mas rapidamente assumi que tinha sido comido pelas viagens na mochila do carteiro.
O que eu gostei de receber um bilhete da Kitty! E as saudades que tenho da Kitty Diabita de Biscoitos e Ovos Kinder...
sábado, 27 de outubro de 2007
quarta-feira, 24 de outubro de 2007
Foi a Tininha! :)

Hi-hi-hi... X'D
Ao que parece, temos uma nova série para acompanhar. E esta foi a Tininha que me recomendou.
Quantos é que já viram este senhor a falar da sua dupla personalidade - perigosamente captada em formato "horário nobre"?
"Dexter"
Parece-me uma boa série, mas perigosa.
Afinal de contas, olhar com bons olhos para um serial killer não é a coisa mais sensata. <: S
Mas... vi o 1º episódio... vi o 2º, o 3º, e estou colado. X'D=
'brigado Tininha :'3
hi,hi,hi,hi,hi...
X'3
quinta-feira, 18 de outubro de 2007
Aos mais queridos dos queridos
quarta-feira, 17 de outubro de 2007
Eis quando...
... ciganitas de 14 anos vão em soutien para as aulas de EF, e se "atiram" ao prof, perguntando se ele quer que elas tirem tudo.
... ciganitas de 8 anos se pegam como galos de luta e os outros acompanham cantando um ritual típico.
... uma ciganita de 12 anos diz palavrões dos feios e os pequenitos do 1.º ano me perguntam o que quer dizer.
... a turma de ciganos me adora e me dá beijos e logo, logo a seguir, me enxotam da sala dizendo: "Xó galinha".
... a mesma turma abre as goelas em uníssono e grita durante 10 minutos seguidos.
... me apetece pregá-los à parede e colocar-lhes adesivo nas bocas.
E eu só estou com eles 45 min de cada vez.
Agora imaginem a professora titular de turma...
... ciganitas de 8 anos se pegam como galos de luta e os outros acompanham cantando um ritual típico.
... uma ciganita de 12 anos diz palavrões dos feios e os pequenitos do 1.º ano me perguntam o que quer dizer.
... a turma de ciganos me adora e me dá beijos e logo, logo a seguir, me enxotam da sala dizendo: "Xó galinha".
... a mesma turma abre as goelas em uníssono e grita durante 10 minutos seguidos.
... me apetece pregá-los à parede e colocar-lhes adesivo nas bocas.
E eu só estou com eles 45 min de cada vez.
Agora imaginem a professora titular de turma...
ESTAMOS MESMO A DESESPERAR
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