Reprovam-se provas, amostras, perdem-se oportunidades, formas de ser, ou até mesmo pessoas que nos são queridas; quer emocionalmente, quer físicamente.
Normalmente olha-se para a falha/perda como algo mau, algo a reparar, um erro. Dizemos uns aos outros que da próxima correrá melhor, e alimenta-se um rito social que é no fundo uma das melhores manobras desta sociedade em manter 'a máquina' a funcionar. E na verdade é uma estratégia benvinda que, no mínimo, vai de encontro às consequências da falha através de uma (de entre várias) perspectivas e lhe dá uma possível resposta.
Mas normalmente(e ainda bem, apesar de tudo) as falhas são vistas como isso mesmo: um erro; algo que seria evitável apesar, de por vezes inevitável. No entanto uma das coisas que mais se revela penosa, é a decepção. Não tanto a decepção de nós para nós, mas como uma falha que nos diz respeito pode decepcionar outros. Nem que de uma forma simples e quase insignificante, é necessário que consigamos encontrar resposta para esse sentimento de decepção sobre alguém.
Essa decepção hoje, de mim, tentou ver um tranquilizante na forma de um "Lamento, não queria decepcionar.." para o qual a resposta foi um compreensivo e sentido "deixa lá..."
Quando ganhamos, é como se criássemos precedentes virtuais, que na verdade não encontram reflexo real.
A verdade é que perdemos sempre mais vezes do que ganhamos.
O lado bom, é que só assim sabemos como sabe bem quando não ficamos para trás.